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O fato é que somos impactados por emoções diariamente, seja pelas nossas, seja pelas que os outros expõem através de seus sentimentos. Mas qual é o resultado disso em nós e nos outros?

 

As suas emoções básicas

A animação “Divertida Mente” (2015), sucesso de público e de crítica da Disney e da Pixar, apresenta, de forma didática, as cinco emoções básicas (alegria, tristeza, medo, raiva e nojo). A partir delas, outras se derivarão em complexidade e evolução.

 

Os personagens que representam as emoções na imagem: Medo (roxo), Nojo (verde), Alegria, Tristeza (azul) e Raiva (vermelho).Disponível em: https://www.diariodasaude.com.br/news/imgs/010120191022-pesquisa-cientifica-divertida-mente.jpg

 É interessante assistir ao filme para você se identificar, mesmo que de forma lúdica, com o contexto:

  • Alegria: É a emoção que causa um prazer, um bem-estar duradouro, otimista e entusiasmada sobre a vida;
  • Medo: É a emoção que nos alerta de uma possível situação de perigo em que podemos perder o controle para a raiva, por exemplo;
  • Raiva: É aquela emoção que age no sentido de nos proteger contra a ameaça presente sobre a nossa alegria, bem-estar ou relacionado a uma situação injusta, colocando-nos em uma posição de agir;
  • Nojo ou Surpresa: É a emoção relacionada ao se encantar, ou não, por algo inacreditável que está acontecendo, triste ou alegre, que fascina positiva ou negativamente;
  • Tristeza: É aquela emoção que nos coloca pra baixo, podendo ser por frustração, se associada à raiva ou medo; e causa de imediato uma certa falta de motivação e ânimo.

E no contexto atual de mudanças, como você está se sentindo? 

Quando as pessoas te surpreendem 

Quando uma pessoa assiste ao filme “O Rei Leão” (2019) e fica com a ideia principal relacionada à morte, talvez lhe falte algum recurso para conseguir acompanhar a mensagem do obra cinematográfica. E isso diz muito sobre o estado emocional dela naquele momento e a forma como está encarando certas situações. Provavelmente, em algum momento, também reagimos assim. Como diferenciar emoções, sentimentos e estados de ânimo?

Disponível em:https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2019/07/blogib_o-rei-leao-2019_feat.jpg?quality=70&strip=info&resize=680,453

Então, reconfiguremos a pergunta: “Com a morte do pai, qual foi a lição aprendida pelo leãozinho?” ou se precisar de um apelo mais filosófico: “Será que a morte, neste contexto, pode ter significado de vida?”.

O fato é que somos impactados por emoções diariamente, seja pelas nossas, seja pelas que os outros expõem através de seus sentimentos. Mas qual é o resultado disso em nós e nos outros?

Imagine a seguinte situação: Você acorda em um dia não tão agradável com o famoso “pavio curto”. O seu semblante afasta naturalmente qualquer interação possivelmente saudável. Por outro lado, alguém levanta tão irradiante e otimista pela vida que expressa na calça de cor amarela estilo “Miliopã” algo que, posso garantir, pode deixar o sol bem envergonhado. E a primeira coisa que essa pessoa faz ao chegar ao seu lado é estabelecer um diálogo:

- Bom dia!

- Bom dia pra quem?

- Para você, lógico! Estou com dez planilhas de Excel para reconfigurar. O dia vai passar voando!

(Silêncio)

- E aí? Me diga quantas planilhas você tem?

- O tanto suficiente para o meu dia ser o mais entediante possível. Às vezes, parece que fulano deseja o meu mal.

Quem possivelmente terá um dia, no mínimo, melhor? Provavelmente os dois. Isso mesmo! As emoções não podem ser classificadas como piores ou melhores, certas ou erradas, elas simplesmente são surgem. O que define isso pode estar muito mais relacionado ao estado de tempo e à intensidade com que você as vivencia.

As pessoas podem nos surpreender o tempo todo e nos colocar em posição de constrangimento, tirando-nos temporariamente da lógica ou, quem sabe, até da racionalidade.

O segredo, então, você já deve estar imaginando... Isso mesmo! Tem relação conosco e com a nossa capacidade de embarcar ou não na emoção do outro. É uma espécie de controle (ou descontrole) próprio da influência que o outro exerce sobre nós ou vice-versa. Isso pode ser mais comum do que se pensa. 

Por muito tempo, por exemplo, as pessoas atribuíram sua carreira e crescimento profissional, única e exclusivamente, à empresa em que estavam ou aos seus líderes. Se a empresa falisse, sua carreira seguiria certamente o mesmo fluxo; se o líder fosse desligado da empresa, provavelmente seu crescimento estaria comprometido.

No mercado de trabalho, elas esperavam o momento de alguém lhes oferecer um emprego. E, se tal proposta não vinha, a tão sonhada carreira era colocada de lado, passando a fazer parte apenas do sonho, do fator sorte ou de “quem indica”.

Atualmente, partimos do pressuposto que o agente ativo da carreira é o próprio indivíduo e ele será o responsável por colocá-la no estágio que entende ser realmente possível em um determinado tempo. Isso será viabilizado por meio de um planejamento claro de desenvolvimento de competências e resultados que comprove o destino ao qual se colocou.

Se somos responsáveis por nossa carreira, por que com as emoções seria diferente? Qual o sentido de embarcarmos nas emoções alheias? Seria talvez pela nossa própria vontade ou natureza de ser, pensar e agir?

O discurso é lindo, mas é claro que, na prática, a gestão das nossas emoções é um exercício contínuo o qual pode ser considerado sem fim e em constante transformação. Como uma história que, se contada, terá em cada fase ou momento um novo começo e mil possibilidades.

Surpreender-se com as pessoas é um despertar para nossas emoções.  Isso é fonte de aprendizado e permite realizar trocas que contribuem para diminuir os “tombos” ao longo da vida em sociedade. Não deve, portanto, servir como parâmetro para definir como você deve ser ou se sentir.

Conhecendo as suas reações emocionais

O autoconhecimento pode ser um passo significativo para entender suas emoções, isto é:

  • Como as suas emoções surgem?
  • Quando?
  • Com quem?
  • Em quais situações?

Após identificar as emoções, como você as trata? Veja as opções abaixo:

  • Acolhendo;
  • Sendo permissivo;
  • Duro;
  • Abafando e se adoecendo;
  • Explodindo e se culpando;
  • Conforme a situação.

Claramente não existe mágica ou soluções mirabolantes, mas perceba como esse exercício poderá ser útil para iniciar um diálogo consigo, enxergando as emoções de forma mais racional e consciente; e identificando as forças e fraquezas, o que te levanta e o que te derruba. 

Isso possibilitará o passo seguinte: desenvolver o seu autoconhecimento e gerenciar emoções mais complexas em circunstâncias mais desafiadoras na sua vida e carreira. Se doer, pause, descanse e peça ajuda! Mas persista como uma tartaruga que procura o mar, sempre lenta, porém constante.

 

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Conhecer nossas emoções e entender como nos sentimos em relação a cada uma delas pode parecer uma missão quase impossível. No entanto, isso pode ajudar (e muito) a lidar melhor com a vida em todos os aspectos. No campo do trabalho, especificamente, tal ação proporciona um ambiente saudável na relação empregado e empregador.

 

Se algo sair errado, a confusão estará armada, não é mesmo? Deve ser por isso que provavelmente nos fazemos essa pergunta constantemente principalmente em situações de conflito. Duplicamos a vigília para garantir o equilíbrio e muito frequentemente nos negligenciamos.

Se o assunto é mudança, parece que estamos em uma montanha russa de emoções. O pensamento pode ficar atordoado e podemos utilizar aquela estratégia muito conhecida: “respira, calma, nada de fazer algo com a cabeça quente”.

Tudo isso provavelmente porque declaramos guerra entre razão e emoção, como se estivéssemos em um ringue no qual quem se sair melhor, vence. No entanto, razão e emoção se complementam no processo de avaliar e decidir.

1. Como diferenciar as emoções, sentimentos e estados de ânimo?

Para começar a compreender as emoções, vamos entender a diferença fundamental entre elas e os sentimentos pela ótica da psicóloga Rosa Corrascosa, no livro “Emocionário”:

A.        Emoção versus Sentimento

I. Emoções são estados afetivos inatos e automáticos que afetam nosso corpo, mente e comportamento. O propósito das emoções é nos ajudar a lidar com o que acontece à nossa volta.

II. Sentimentos são a tomada de consciência dessas emoções. Eles servem para expressar nossos estados emocionais de maneira mais racional para os outros e para nós mesmos.

Suponhamos que você esteja inseguro com a entrega de um determinado projeto/atividade no trabalho. Você não se considera totalmente apto(a) a realizá-lo tampouco se sente confortável para compartilhar tal situação com seu líder por receio de ele usar isso para avaliar suas habilidades e considerar seu desligamento.

Toda essa circunstância pode fazer seu corpo paralisar, seu cérebro não raciocinar, sua perda de foco aumentar, sua procrastinação eclodir. Tal estagnação pode levar seu líder a duvidar da sua capacidade de garantir a entrega com qualidade e dentro do prazo acordado.

Tomar consciência do que está acontecendo com você neste momento e pedir ajuda a um colega de trabalho ou mesmo ao seu líder, quando há abertura para isto, pode ser um passo para sair dessa armadilha que pode acontecer com qualquer um.

B. Emoção versus estado de ânimo

Existe uma relação estreita entre emoção e estado de ânimo, quase imperceptível, em uma situação vivenciada que precisa de uma resposta imediata. É necessária uma investigação cuidadosa e autoconhecimento para esse mergulho.

Funciona mais ou menos assim: o que começa com uma emoção transitória ligada a um acontecimento pode mudar para um estado de ânimo se perdurar, contagiando os espaços onde vivemos.

Continuemos com o exemplo: você tem um projeto para entregar ao seu líder hoje. A tensão pode ter sido a emoção mais consistente ao longo de todo o seu dia com a finalização dos últimos detalhes. Após a entrega do projeto, você pode sentir uma sensação de alívio, como se tirasse um peso de suas costas, passando o resto do dia relaxado e aliviado pelo dever cumprido.

Agora perceba as emoções que sentiu diante das diversas situações que você enfrentou hoje.  (Quais dessas emoções você tem percebido sentir com mais frequência?). Note que alguma específica te chama a atenção. Reflita: a qual situação específica ela está relacionada?

Enquanto a emoção é aguda e se desfaz em pouco tempo, o estado de ânimo pode ser crônico e perdurar, já que pode acontecer com menos estímulos. 

Voltando novamente ao exemplo: se você recebesse um feedback positivo de um cliente, por exemplo, dificilmente você iria sentir-se tão bem, pois tamanho era o seu estado de insegurança, desconforto e ansiedade com a entrega do projeto ao líder.

Isto porque as emoções são expressas ou suprimidas e os estados de ânimo podem ser disfarçados. Contudo, os dois predispõem à ação, portanto, influenciam comportamentos

Controlando as emoções, você está a um passo de controlar os comportamentos (ótima notícia, não é mesmo?).

C. Estados de ânimos

Segundo a adaptação de Miller (2011), é possível termos condições de nos autoavaliar sobre o estado de ânimo baseando na análise de dois fatores conforme mostra o gráfico a seguir:

 

I. Nível de energia (alta energia, equilibrado, baixa energia);

II. Ânimo (positivo ou negativo).

 

 A partir dessa análise o autor revela quatro categorias de estados de ânimo nas quais podem se encaixar vários outros:

  • Ansiedade – alta energia e ânimo negativo;
  • Atividade – alta energia e ânimo positivo;  
  • Serenidade – baixa energia e ânimo positivo;
  • Melancolia/Depressão – baixa energia e ânimo negativo.

Percebe as suas situações vivenciadas com, por exemplo, ansiedade ou melancolia, e ainda a sua capacidade de estar mais ativo ou sereno. Isso afeta a sua capacidade para fazer julgamentos, na tomada de decisão e nas próprias ações.

 Qual o seu estado de ânimo agora?

D. Emoção x razão

A emoção é a resposta mais rápida a uma mudança ambiental, por isso, ela pode interromper processos mentais rápidos. O autoconhecimento se torna fundamental então para te orientar no melhor a ser feito. O estado de ânimo também terá seu papel durante todo esse processo, quando essa emoção perdura, conforme descrevemos anteriormente.

Por detrás de cada mudança há oportunidades para o crescimento transformador e as emoções positivas possibilitam esse olhar. Elas nos preparam para o futuro incerto porque nos convidam a:

  • Testar as fronteiras do que sabemos;
  • Gerar soluções criativas para ameaças iminentes, pequenas e grandes.

Já as emoções negativas, assim como os estados de ânimo negativos (ansiedade e melancolia), podem oferecer mais riscos ou limitar a busca pela solução de problemas no processo de lidar com a adversidade.

Nas mudanças e desafios, emoções de ansiedade, preocupação e depressão tendem a aflorar “tomando o lugar” das emoções de alegria, paz e felicidade. Como lidar com esse fato no ambiente de trabalho? 

2.   Ambiente de trabalho é local para expressar as emoções?

Desejo afirmar que é humanamente impossível sufocar as emoções - e os sentimentos decorrentes delas - por um longo período, sem ter uma consequência relativamente grave no ambiente de trabalho a qual pode afetar desde a sua saúde mental até a saúde econômica.

É muito comum ouvirmos: “Ao entrar no trabalho, deixo meus problemas de casa lá fora, e, quando saio, pego-os novamente”. Trata-se, portanto, de uma crença limitante, que pode até ter tido alguma relevância em um determinado momento da história, mas que atualmente perdeu o sentido, podendo até ser interpretada como falta de inteligência.

Isso mesmo! A inteligência emocional trata da capacidade de olharmos para nossas emoções, ter consciência de suas consequências e dar um próximo passo para lidar com elas. Entenda que lidar não é eliminar.

No exemplo citado acima, o fato de você: tomar consciência de sua insegurança; perceber seus comportamentos de paralisação e falta de foco; e buscar ajuda de colegas ou líder, não garantirá que você não tenha os mesmos sentimentos em um outro projeto. O que poderá contribuir será o acúmulo das suas experiências vividas e absorvidas para uma solução que pode acontecer futuramente de forma menos sofrida (isso se você  permitir reconhecer suas limitações quando elas surgirem).

Você pode estar se perguntando: “Mas viverei esse processo sempre?” A resposta a essa pergunta não é exata. Mesmo desenvolvendo comportamentos que te levem a ter maior controle e te ensinam a lidar melhor com os cenários, em uma situação de estresse agudo - como fusão da empresa, mudança de gestão ou desligamentos em massa - tudo pode vir à tona.

O ambiente de trabalho faz parte da sua vida, então, tenha consciência que estes sentimentos irão surgir. Cabe, portanto, a reflexão: Como posso lidar melhor com eles?

 3.   Controle emocional = suprimir ou ressignificar?

Toda situação ativa nossas emoções, assim como também nossas capacidades de enfrentá-la. Reconhecendo os estímulos que disparam as emoções, encontramos maneiras de lidar melhor com elas.

Não se deixar levar pelas emoções ou impulsos é essencial em situações onde as emoções são infladas pela sensação de perda de controle e de resultados catastróficos. 

O controle emocional nos auxilia a lidar com situações críticas. O mero fato de reconhecermos internamente as emoções que sentimos já é um primeiro passo muito importante. Perceber as suas emoções diante dos momentos de adversidades é fundamental para entender a influência deles nos seus comportamentos.

Como então desenvolver esse controle emocional? Esse controle pode ser definido como a capacidade do indivíduo de não só permanecer focado na situação estressante como também de demonstrar comportamentos consistentes em uma variedade de situações.

As pessoas tendem a controlar as emoções de duas maneiras: por meio da supressão (esconder os sentimentos) ou ressignificação (repensar uma situação emocional). Confira mais sobre a importância de desenvolver a sua inteligência emocional com esta minitrilha!

Suprimir as emoções pode ser o caminho mais arriscado para lidar com as situações do cotidiano principalmente em cenários instáveis, pois, no longo prazo, pode contribuir para o seu processo de adoecimento e em alguns momentos você poderá (pelo tempo que guardou para si as emoções) reagir de forma impulsiva prejudicando o seu enfrentamento da situação.

Ressignificar as suas emoções principalmente em situações de mudanças e conflitos é o caminho para uma atitude mais adequada que seja melhor para você e para todos os envolvidos. Quando ressignificamos, obtemos o controle consciente de nossas emoções, contribuindo para uma saúde emocional mais satisfatória.

Pensamentos, emoções e comportamentos saudáveis associados ao estado de ânimo constante e positivo estão no topo dos desejos de empresas, colegas de trabalho e por que não também da família e amigos?!

Todos podem se beneficiar de tal escolha. A responsabilização sobre nossas emoções, estados de ânimos e comportamentos favorecem o crescimento de todos que estiverem envolvidos direto ou indiretamente. O processo de autoconhecimento será determinante para que essa jornada seja mais positiva do que negativa, compreendendo que jornadas emocionais são maratonas internas e intensas.

Dica boa é dica compartilhada! 

Existem algumas emoções consideradas básicas e alguns exemplos que as ilustram na prática:

A. Alegria - “Me sinto extremamente entusiasmado hoje!”

B. Medo -  “Acho que alguma coisa ruim pode acontecer comigo.”

C. Tristeza -  “Me sinto desanimado, sem energia!”

D. Surpresa - “Nossa! Não acredito que isto é verdade!”

E. Raiva - “Me sinto injustiçada!”

Faça o seguinte exercício quando estiver frente a um desafio:

  • Em uma escala de 0 a 10, o quanto eu estou me sentindo sobre este projeto/atividade/rotina?
  • Quais são as ações, pessoas, recursos ou meios que podem me ajudar a executar tal projeto?

4.  Saúde mental

A dosagem que colocamos nas nossas emoções e sentimentos define a nossa saúde mental, pois toda falta ou excesso pode levar ao caminho da patologia.

Todas essas emoções e sentimentos irão contribuir para que o seu estado de saúde mental possa melhorar ou prejudicar a sua vida profissional. É fundamental ter consciência deles e de como se apresentam para vivenciar uma situação mais próxima do equilíbrio.

Procure seguir este caminho:

  1. Acolha sua emoção seja ela qual for;
  2. Procure transportá-la para o aspecto da consciência;
  3. Busque ajuda!

Perceber as suas emoções, estados de ânimo e sentimentos é o primeiro passo para saber gerenciá-los no ambiente de trabalho e nas situações em geral da vida. 

O controle emocional é a estratégia que você precisa desenvolver para garantir a sua saúde mental e o desenvolvimento da sua carreira principalmente diante deste cenário de mudanças.

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Identificar pontos de melhoria, planejar metas com clareza e encontrar o melhor caminho para o crescimento são passos imprescindíveis na busca por desenvolvimento profissional, porém muitas vezes essa busca acaba se tornando uma verdadeira batalha e as pessoas se perdem ao tentar serem protagonistas da própria carreira. O Coaching e o Mentoring são metodologias que podem auxiliar nessa jornada.

Afinal, o Coaching e o Mentoring têm um objetivo em comum: desenvolver as pessoas para que atinjam as suas metas e alcancem o seu propósito. No entanto, cada um deles tem a sua abordagem e maneiras diferentes de chegar a esse resultado. Conhecer essas diferenças te ajudará a entender qual das duas metodologias é preferível para você no momento atual da sua carreira.

O que é Coaching e Mentoring?

O Coaching é um trabalho dirigido de orientação e acompanhamento de profissionais no desenvolvimento pessoal e profissional. Leva o coachee ao autoconhecimento, identificando objetivos e planejando-os para assim desenvolver as competências e habilidades necessárias para alcançá-los. Com foco e empenho, gera ações mais efetivas e de alto impacto, potencializando a trajetória de carreira e vida do coachee.

Já o Mentoring é um tipo de tutoria, na qual um profissional experiente e grande conhecedor de sua área orienta e aconselha profissionais com menos experiência. O Mentor utiliza de seu conhecimento para guiar o mentorado pelos melhores caminhos, orientando e apoiando o profissional para o crescimento pessoal e o progresso na carreira. O Mentoring tem como objetivo garantir a aprendizagem dos papéis que o indivíduo assume profissionalmente; prepará-lo para o progresso dentro ou fora da organização e aperfeiçoar o senso de competência, clareza de identidade e efetividade no desempenho do papel profissional.

Diferenças entre as duas metodologias

O Coaching é uma metodologia mais ampla que também mergulha nas características pessoais do cliente, observando alguns pontos de sua vida e personalidade. O Coach não precisa ter experiência na área profissional de seu coachee, pois nessa metodologia pressupõe-se que o coachee necessita de um profissional especializado para guiá-lo em uma jornada de autoconhecimento, na qual ele mesmo encontre as respostas e perceba seus pontos de melhoria e suas capacidades.

O Mentoring não limita o tempo em que todo o processo será realizado. No Coaching a quantidade de sessões e o tempo de todo o processo são estabelecidos a partir do objetivo específico.

As duas metodologias têm maneiras diversas de serem estruturadas. O Coaching da A3 Consultoria se inicia com o Assessment (uma avaliação minuciosa de competências) que finaliza com um plano de desenvolvimento do indivíduo, plano esse que poderá ser trabalhado nas sessões de Coaching.  Após o Assessment, as etapas se estruturam na definição do foco, alternativas para aprofundar as ações, planejamento de ações, possíveis barreiras e o entendimento do que foi construído a partir das ações e acompanhamento. O Mentoring da A3 Consultoria pode ser organizado em uma etapa de iniciação com definição de foco, cultivo das situações vividas, desvinculação do mentorado e o mentor, finalizando com uma redefinição da relação. Tem o papel de provocar no mentorado a possibilidade de um olhar diferente sobre os desafios; colocá-lo em contato com seu potencial; conduzi-lo à reflexão e ajudá-lo a tomar decisões acerca de metas e trajetórias de carreira; além de orientar, sugerir e reverter situações.

Cada uma delas tem suas qualidades e diferenciais. Se você busca um processo a partir da orientação de um profissional especialista na sua área específica ou com vasta experiência na habilidade que você deseja desenvolver, que seja mais aberto quanto ao tempo de duração, o Mentoring pode ser o ideal para você. Se o que você precisa é de uma metodologia para o desenvolvimento de competências e habilidades a fim de alcançar um objetivo específico, então, o Coaching pode ser o caminho. Cada profissional pode escolher uma metodologia ou outra a partir do seu objetivo específico, por isso, conhecê-las é o primeiro passo.

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Uma empresa tem à sua disposição uma série de patrimônios, sendo eles de estrutura física, tecnologia, patentes e até mesmo do próprio valor percebido da marca. No entanto, nos últimos anos o mercado voltou o seu olhar para aquele que pode ser considerado o recurso mais valioso de qualquer organização: os colaboradores e todo o seu potencial.

Para Alessandra Luzine, CEO da A3 Consultoria, nunca se discutiu tanto a subjetividade e o capital humano nas empresas como atualmente. Hoje o foco é conhecer o indivíduo: suas atitudes, comportamentos, energia, amor à tarefa, o entendimento do que deu e não deu certo. "É gerar resultados positivos por meio da contribuição das pessoas", defende a psicóloga reconhecida pela expertise em Gestão de Pessoas e Negócios.

Tendo como foco o capital humano, empresas passaram a se preocupar com a qualidade do ambiente de trabalho, valorização da individualidade e humanização dos processos. Perguntas como "O que buscam os funcionários?" ou ainda "O que faz o profissional feliz?" são alguns exemplos de como isso está sendo percebido. No artigo As três coisas que os funcionários realmente desejam: carreira, comunidade e causa publicado em 2018 na Harvard Business Review, os autores Lori Goler, Janelle Gale, Brynn Harrington e Adam Grant procuraram responder a essas dúvidas, tentando entender quais são as necessidades de seus funcionários em relação ao trabalho. Os autores identificaram três aspectos que motivam os colaboradores: a carreira, a comunidade e por fim, a causa. 

O primeiro aspecto se relaciona com o emprego, com o nível de autonomia que o profissional tem e como ele pode utilizar suas melhores características e desenvolver trabalhos em áreas de seu interesse. Já o segundo se volta para as pessoas, o quanto o profissional se sente respeitado e seu trabalho é prestigiado. O último aspecto está relacionado ao propósito, à forma como o trabalho está relacionado com a missão da empresa e o impacto do mesmo para a sociedade.

Em outras palavras, o caminho para uma empresa alcançar todo o seu potencial é conhecer a pessoa por trás do profissional. É entender as suas preferências, seus pontos de desenvolvimento e seus interesses, analisando sua jornada na empresa e direcionando seus esforços para a área a qual deseja nortear a sua carreira. É também criar um ambiente de trocas em que todos tenham uma missão em comum. Isso gera maior entusiasmo para trabalhar e desenvolvimento profissional, assim como melhores resultados para a companhia.

Para estimular tudo isso, as empresas estão compondo suas equipes de maneira cada vez mais plural, abraçando a diversidade e o leque de visões de mundo que elas trazem, assim como também procurando humanizar os processos e dar a liberdade para os colaboradores serem autênticos e inovadores.

Esses movimentos acabam refletindo as tendências para valorização do capital humano citadas na pesquisa “Tendências Globais de Capital Humano 2019” realizada pela Deloitte que entrevistou mais de 10 mil líderes de negócios e de Recursos Humanos de 119 países. A pesquisa apresentou como resultados pontos focais como o oferecimento de propósito e significado para os colaboradores, transparência, abertura, desenvolvimento e crescimento.

O capital humano é o catalisador de transformações e bons resultados de uma empresa. De nada adianta grandes patrimônios e um ótimo produto, sem uma boa equipe para apoiá-los. Os funcionários representam a marca em todos os pontos de atendimento, sendo cruciais para uma percepção positiva por parte dos clientes e parceiros. Quando os funcionários se desenvolvem, aprendem e são estimulados a inovar, a companhia se fortalece.

A percepção de funcionários como números em uma planilha está ficando para trás, dando lugar ao entendimento do seu papel estratégico e, por isso, para uma relação muito mais profunda. Muito além de um simples tópico em voga, as empresas já reconhecem que considerar o lado humano de suas equipes é essencial para o desenvolvimento do profissional, da empresa e do negócio.

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O desligamento de colaboradores, principalmente em massa, costuma ser um processo delicado para todas as partes envolvidas. A situação geralmente desestabiliza quem fica e afeta profundamente a autoestima de quem sai. Diante desta situação, é possível minimizar tais impactos e ainda preservar a reputação da corporação diante dos públicos de interesse? É possível e aplicado.

O conceito de desligamento responsável surgiu baseado na legislação europeia, a qual prevê a recolocação de profissionais demitidos em condições de trabalho e renda compatíveis. Nestas condições, o profissional não se sente abandonado pelo contratante, pois vislumbra a possibilidade de continuidade em outra empresa a partir da ajuda de um consultor que reformula o seu currículo e busca no mercado outra oportunidade com perfil e cargo similares.

Uma demissão humanizada, geralmente conduzida por consultorias especializadas, pode ainda incluir alguns benefícios como a prorrogação da assistência médica, cursos profissionalizantes e até mesmo bonificação em dinheiro. Vale lembrar que o apoio psicológico também é fundamental, visto que o impacto da demissão pode ser comparado ao do luto em alguns casos. Neste sentido, o ideal é que o colaborador não seja pego de surpresa, cabendo ao líder fornecer anteriormente feedbacks de desempenho e, se necessário, compartilhar indicativos sobre a situação econômica da empresa.

O Desligamento Responsável, individual ou coletivo, começa muito antes de o funcionário ser informado do seu desligamento da empresa. Tudo deve ser cuidadosamente planejado. O primeiro passo é definir quem fica e quem sai da empresa, analisando prós e contras, sem deixar vazar informações. Ao anunciar a demissão, a empresa deve transmitir os motivos com clareza. A partir de então, são informados ao trabalhador os seus direitos, iniciando o suporte para transição que pode contemplar desde a assistência para recolocação até o planejamento de carreira ou ainda a orientação para investir em um negócio próprio.

Essas ações auxiliam o profissional a se manter ativo no mercado e mostram que a empresa é solidária e responsável. Logo, a organização cumpre o seu papel social, reduz demandas judiciais e preserva sua imagem tanto internamente, diante dos colaboradores que ficam, quanto externamente, perante os consumidores, fornecedores e a opinião pública, protegendo seu andamento financeiro e produtivo.

Com o desligamento responsável é possível diminuir os impactos de demissões e preservar a imagem das empresas como também auxiliar funcionários a seguir suas carreiras. Uma prática que traz benefícios tanto para a empresa quanto para seus colaboradores, além de ser um cuidado que ganha cada vez mais espaço no Brasil e no mundo.

 

*Anita Luzine é psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e diretora de Operações da A3 Consultoria.

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Alcançar o tão almejado primeiro trabalho pode ser um desafio para muitos jovens, ainda mais se considerarmos o momento atual do nosso país. No primeiro trimestre de 2019, 41% dos jovens entre 18 e 24 anos faziam parte do grupo de subutilizados, ou seja, estavam desempregados, desistiram de procurar emprego ou tinham disponibilidade para trabalhar mais horas por semana. Isso representa 7,33 milhões de pessoas, o maior número já registrado desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) começou a ser apurada em 2012. 

Muitos destes jovens são graduados, mas, ainda assim, encontram dificuldades para se inserir no mercado de trabalho. As razões para tal cenário são inúmeras, a começar pela instabilidade econômica do País. Em momentos de crise, essa faixa etária se torna ainda mais vulnerável em função da falta de experiência e baixa qualificação e com um agravante: se antes se falava em substituir colaboradores por mais jovens para reduzir custos com salários, hoje, a realidade é outra, pois muitos dos mais experientes estão flexibilizando expectativas em relação ao mercado e empresa.

 

O que os jovens podem fazer para driblar essa situação e conquistar o tão sonhado primeiro emprego?

 

O primeiro passo é não ficar parado, o foco então é melhorar o currículo e ganhar experiência. Neste sentido, vale apostar em cursos gratuitos à distância ou presenciais, grupos de estudo e pesquisa, palestras e workshops ou até mesmo programas de intercâmbio. Também é importante considerar trabalhos voluntários e oportunidades temporárias, vez que podem render desde conexões profissionais importantes (networking) até a possibilidade de efetivação no futuro.

O profissional graduado, sem experiência ou estágio, pode ainda procurar por vagas em nível auxiliar ou semelhante para que possa adquirir conhecimentos e agregar vivência ao currículo. Nesse aspecto, é recomendável que o candidato seja flexível quanto à remuneração. O objetivo deve ser a construção e o planejamento da carreira. Não tem problema se o cargo for aquém do que imaginava, afinal, trata-se do primeiro emprego e todo mundo precisa de um ponto de partida. Uma vez dentro da empresa, a dica é se empenhar ao máximo para adquirir conhecimento e experiências com eficiência.

Outra possibilidade é apostar em projetos pessoais. Se conseguir uma vaga em uma empresa está difícil, por que não criar as próprias oportunidades? Nesse sentido, vale reunir alguns amigos e desenvolver trabalhos na área em que pretende atuar. Além de desenvolver habilidades e ter algo concreto para apresentar aos recrutadores posteriormente, sempre existe a chance de a ideia dar certo e isso se transformar em um negócio.

Por fim, é essencial caprichar no currículo, se preparar para entrevistas e tirar o máximo de proveito das redes sociais, sobretudo do LinkedIn. Estar aberto a aprender e crescer é a chave para conquistar o primeiro emprego e construir uma base sólida que te permita chegar aos seus objetivos. Então, aproveite todas as oportunidades!        

 

*Anita Luzine é psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e diretora de Operações da A3 Consultoria

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Pesquisa recente realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e organização Latinobarómetro revela que 62% dos brasileiros que trabalham na  indústria de manufatura temem perder seus empregos para robôs no prazo de dez anos. Em outros países, a preocupação com os impactos da quarta revolução industrial no mercado de trabalho também é generalizada. Há estudos, como o da consultoria americana McKinsey, que projetam prejuízo de mais de 50 milhões de empregos nos próximos anos.

Mas isso não é motivo para desespero. Nas revoluções anteriores também houve especulações sobre a redução de postos de trabalho, mas o que ocorreu foi uma transformação das atividades. Muitas foram substituídas por outras que exigem maior qualificação e menor esforço. Por isso, diante deste novo desafio profissional, é preciso dar prioridade ao desenvolvimento das habilidades para o trabalho do futuro. Isso significa que a corrida pelo conhecimento para níveis mais qualificados começa agora.

Os cargos de CEOs e diretores de tecnologia, por exemplo, são alguns dos que já atravessam mudanças em função dos processos de transformação e adoção de práticas da indústria 4.0. As áreas de marketing, recursos humanos e finanças também precisam transmutar para atender às necessidades deste novo modelo. Na conjuntura contemporânea, os profissionais que se destacam são aqueles que sabem administrar mudanças, pois as empresas querem executivos capazes de liderar uma transformação digital e de pensar em termos de inovação.

Levantamento feito pela Association of Executive Search and Leadership Consultants (Aesc) com mais de 800 altos executivos ao redor do mundo, que incluiu o Brasil, apontou que as habilidades que eles acreditam que diferenciam gestores hoje em dia são pensamento estratégico (69%), ser capaz de inspirar e engajar pessoas (63%), inteligência emocional (61%), adaptabilidade (59%) e, em menor número, capacidade de aprendizado contínuo (44%).

E se engana quem pensa que a indústria 4.0 é assunto a ser pensado em um futuro distante. Pelo contrário, já está acontecendo em larga escala e a toda velocidade no mundo todo. Passada a fase mais crítica da crise econômica no Brasil, empresas já colocam em ação seus planos para se adequarem a essa realidade global. Analistas e governo estimam que o ano de 2019 será decisivo para arrancada da indústria brasileira para a transformação digital. 

Hoje, menos de 2% das empresas estão inseridas nesse contexto, segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao Ministério da Indústria e Comércio (Mdic). Mas a expectativa é que, em dez anos, 15% das indústrias no País atuem no conceito da indústria 4.0, no qual as chamadas “fábricas inteligentes” são guiadas por nanotecnologias, neurotecnologias, robôs, inteligência artificial, biotecnologia, sistemas de armazenamento de energia, drones e impressoras 3D. 

Na prática, isso se traduz em aumento da produtividade, maior controle de qualidade, customização, diminuição dos custos de produção, melhor monitoramento da segurança e amortização de erros. As mudanças são inúmeras e devem afetar diretamente o mercado de trabalho podendo extinguir algumas funções, exigir aprimoramentos em determinadas carreiras e fazer surgir novas profissões. Nessa perspectiva, uma coisa é certa: o processo de transformação só beneficiará quem for capaz de inovar e se adaptar.  

 

Alessandra Luzine 

Psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e CEO da A3 Consultoria

 

 

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Carreira em tempos de volatilidade

Publicado em 26/11/2018

A crise econômica, o fechamento de postos de trabalho e a queda nas contratações com carteira assinada provocaram profundas mudanças na gestão da carreira. Aquela figura de profissional com muitos diplomas e alto salário, mas que só fica atrás de uma mesa, esperando as coisas acontecerem, ficou no passado. O executivo distante da operação já não se sustenta. O mundo mudou. E essa mudança requer iniciativa e eficiência.

Atualmente, o profissional disputado pelas organizações é o que consegue ser multitarefa em um mercado extremamente competitivo e em constante transformação. A formação e a experiência já não bastam. É preciso ter equilíbrio emocional, garantir “as entregas”, desenvolver habilidades e se capacitar para ampliar a visão tanto para dentro quanto para fora da empresa, considerando ações da concorrência, dominando novas tecnologias e promovendo processos de inovação.

Outro ponto a ser considerado é o downgrade de carreira — quando o profissional passa a ocupar um cargo ou receber um salário inferior ao último que tinha. A maior parte dos profissionais que têm aceitado essa condição é formada por quem estava dando os primeiros passos como líder, sendo gestor ou supervisor. Alguns chegam a pleitear vagas de nível pleno e até júnior, a fim de retornarem ao mercado.

Nesta situação, o recado é claro: Não é uma questão de se desvalorizar. O fato de ter aceitado algo menor é uma resposta óbvia à recessão. Quando esta acabar, provavelmente essa proatividade será mais valorizada do que se tivesse optado pela inércia. Ou seja, é essencial agir estrategicamente e fazer da carreira uma forma de construir oportunidades – e não esperar que essas oportunidades apareçam de forma aleatória.

Por fim, para sobreviver profissionalmente à crise e manter o seu valor de mercado, é necessário adotar uma série de atitudes. Além de investir em capacitação e ampliar a rede de relacionamentos, cabe ao executivo melhorar a produtividade, minimizando gastos e aumentando o lucro. Manter o foco com otimismo e resiliência também faz toda diferença. Nada de alimentar o clima de catástrofe. É hora de pensar em como ajudar a empresa a enfrentar os desafios atuais e buscar alternativas no trabalho. Pois, construir uma carreira sólida está diretamente ligada à capacidade de se flexibilizar na busca do novo.

 

Alessandra Luzine é psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Negócios e CEO da A3 Consultoria

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