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Os benefícios e desafios vivenciados pelos profissionais por meio da adequação forçada à modalidade home office.

 

Apesar de ser uma prática muito frequente na rotina de vários profissionais e em outros países do mundo, a modalidade de trabalho home office ainda não é tão comum na rotina das organizações do Brasil.

Com a pandemia, muitas empresas e profissionais se viram forçados a adotar essa prática como medida de isolamento social e estratégia para se manterem ativos em meio a esta crise sanitária global.

Essa experiência proporcionou novas possibilidades de gerenciamento de rotina para os profissionais e trouxe a luz benefícios e desafios que merecem reflexão.

Os benefícios do home office

A pesquisa realizada pela empresa Ticket, entre os dias 20 e 22 de março deste ano de 2020 com usuários em todo o Brasil e publicada no jornal Valor Econômico, destacou alguns benefícios com a prática do trabalho remoto. São eles:

  • Redução do tempo de deslocamento;
  • Maior proximidade dos familiares;
  • Nova forma de trabalho;
  • Sentimento de proteção;
  • Flexibilidade de horário.

Realizamos uma enquete (formato Sim ou Não) com os nossos seguidores das redes sociais a partir dessas vantagens. A redução do tempo de deslocamento foi um dos benefícios com maior porcentagem de votos na opção “Sim”. Saiba mais sobre os benefícios mais votados na nossa enquete e no Brasil sobre a prática de home office!

Com o trabalho em casa, quem precisava gastar tempo com deslocamento para o trabalho pode ter percebido duas vantagens importantes:

1.      O redirecionamento do horário que gastaria no trânsito para outras atividades de preferência (acordar mais tarde, prática de exercícios físicos ou hobbies e mais tempo com o núcleo familiar são alguns exemplos);

2.      Economia de gastos decorrente desse deslocamento (combustível ou passagem de transporte público).

Vantagens essas que contribuem para a qualidade de vida e economia financeira do profissional e podem resultar em maior disposição e motivação do mesmo no seu trabalho. E se você ainda está em home office, confira nossas dicas que podem te ajudar a potencializar ainda mais o seu desempenho!

Os desafios do home office

O home office é um formato de trabalho novo para alguns profissionais, por isso, a ideia de produtividade como era no presencial pode ser diferente e o processo de adequação variável para cada profissional. Tudo isso pode trazer o sentimento de improdutividade e dificuldade de organização.

Podem surgir dúvidas e dificuldades de adaptações, e o processo pode se tornar desafiador como um todo se associado ainda ao momento que já tem um contexto negativo. Afinal, trabalhar a distância por escolha é diferente de sermos pressionados a vivenciar esse formato de uma hora para outra!

Empresas tiveram que repensar sua infraestrutura e logística para atender às demandas dos profissionais, seus processos (ou até mesmo paralisar projetos e equipes) e sua carga horária. Líderes tiveram que repensar o seu formato de comunicação, acompanhamento e avaliação da equipe e reuniões on-line acabaram se tornando o meio de comunicação mais viável. E os profissionais, o que revelam como desafios?

A pesquisa citada anteriormente também destacou alguns desafios dos brasileiros com a rotina home office:

  • Aumento de carga horária;
  • Distração;
  • Distanciamento dos colegas;
  • Falta de informação da empresa;
  • Falta de estrutura em casa.

Novamente compartilhamos uma enquete com os nossos seguidores das redes sociais a partir dessas dificuldades elencadas pela pesquisa citada anteriormente. O aumento da carga horária de trabalho foi um dos desafios com maior porcentagem de votos na opção “Sim”. Saiba mais sobre os desafios mais votados na nossa enquete e no Brasil sobre a prática de home office!
 

Deve-se levar em consideração a fusão do local de trabalho com o local de descanso, o que pode trazer algumas angústias para os profissionais por não viverem o processo de diferenciação do que é trabalho e lazer.

Com a análise dos benefícios e desafios com maior porcentagem nas nossas enquetes, o que mais fica forte com a experiência do home office é a sua relação com o aproveitamento do tempo, aparecendo tanto como benefício (permitindo uma rotina mais voltada para o contexto pessoal do indivíduo) quanto desafio (com a percepção do aumento da carga horária do trabalho). Perspectivas essas que impactam na qualidade de vida do profissional e revelam informações relevantes para se pensar futuramente.

O home office pós-crise

Realizamos também uma pesquisa no mês de maio deste ano com os nossos seguidores a fim de saber o interesse ou não pela continuidade do home office. Os resultados demonstraram que a maioria deles (56%) não tem interesse em continuar com o home office pós-crise. Os motivos mais destacados estão associados à baixa interação com os colegas e à dificuldade de organização da rotina. Confira os dados nacionais!

Muitos admitiram sentir falta da convivência com os colegas e também avaliaram como outro ponto de atenção a dificuldade de comunicação. Tudo isso reflete o valor da interação social para as entregas dos profissionais e o quanto a comunicação neste momento é essencial para garantir os alinhamentos e motivação necessários podendo também ter relação com a saúde mental dos colaboradores.

Estratégias que evidenciem ou reforcem essa comunicação e interação, neste momento, podem refletir benefícios e prevenir problemas de saúde mental dos colaboradores, por isso, precisam estar na pauta das organizações e lideranças.

A importância da comunicação e maior resiliência nas relações com os colaboradores podem ser possíveis caminhos para uma retomada que não atinja tanto a produtividade e cuide da saúde emocional do colaborador. 

Algumas empresas têm buscado oferecer estratégias para lidar com essa pressão como rodas de conversa para suporte emocional além de oferecer canais de meditação. Podemos perceber a contribuição da comunicação e de estarmos junto para superação desse processo de “luto”.

Já os participantes que votaram a favor da continuação do home office destacaram maior produtividade e maior aproximação da família como argumentos de defesa desse formato. Nesse resultado, muitos profissionais demonstraram perceber maior produtividade no trabalho em casa, sendo um ambiente fornecedor de novas ideias e motivador para garantir bons resultados.

Além da maior aproximação da família, vale destacar outras percepções positivas relacionadas a essa modalidade como economia de tempo que era gasto com o trânsito, o conforto de trabalhar em casa, além da redução de gastos com alimentação e deslocamento.

O que fica de lição com essa experiência?

Independentemente da continuidade ou não do home office, é fato que o cenário atual acelerou todas as ações voltadas para o digital das empresas. Buscar se desenvolver considerando esta realidade pode ser uma grande estratégia neste momento. Como você está se desenvolvendo para atender ao cenário digital daqui para frente?

Além disso, é possível perceber também o poder das relações para o enfrentamento das dificuldades impostas pelo momento. No cenário organizacional, a comunicação deve ser ressaltada e ampliada entre líderes e equipes, entre pares e em todo o nível organizacional para que possa ser o meio para tentar resgatar o vínculo “perdido” com o isolamento social e o home office.

Para líderes: investir em momentos de acompanhamento, avaliação e comunicação constantes com a equipe, criar canais que possibilitem a integração e conexão dela com os pares, além de desafiá-la a resolver problemas podem ser o caminho para motivá-la diante desses desafios. Se você é líder e sua equipe ainda está em home office, confira as nossas dicas para potencializar o seu processo de avaliação!

Flexibilidade parece ser a palavra-chave neste contexto para todos:

  • Profissionais que se viram mais longe uns dos outros e de seus líderes; 
  • Líderes com a necessidade de novas reformulações de orientações, acompanhamento e avaliações da equipe considerando ainda a saúde emocional da mesma nesse processo; 
  • Organizações repensando desde pautas mais básicas como os protocolos de higienização e infraestrutura até remanejamento do planejamento estratégico para atender de forma mais ágil e assertiva o cliente sem desconsiderar as análises sobre pessoas, produtos e processos...

Fica evidente que o trabalho remoto requer comportamentos como responsabilidade, reflexão pessoal, melhoria contínua, esforço, dedicação e principalmente flexibilidade. Flexibilidade essa que servirá de experiência e aprendizado seja para continuar nesse formato, seja na modalidade presencial. 

O que podemos destacar como lição para os profissionais com o home office é a possibilidade de um olhar mais crítico para o equilíbrio entre rotina pessoal e profissional com a vivência dos benefícios e desafios dessa prática. Não podemos deixar de evidenciar o processo de desenvolvimento o qual todos foram convidados neste momento tão único do mercado, do mundo e da história da sociedade. 

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Todos possuímos metas, pois naturalmente desejamos mudanças que promovam maior bem-estar.  No entanto, não é natural ao ser humano a busca pela mudança que nos gere um prazer apenas a médio ou longo prazo. Economizamos uma preciosa energia mantendo-nos confortáveis com o que já promove a sensação de equilíbrio.

Caso o hábito de não me exercitar seja mais benéfico a curto prazo – permitindo-me “curtir preguiça” -, é muito mais difícil deixar esse benefício imediato por uma promessa distante e abstrata de uma saúde melhor. Se não temos contato direto com algo por um dos cinco sentidos, a sua existência se torna abstrata e, portanto, a conexão será somente por meio de uma crença. Essa crença, por sua vez, apenas se mantém viva por meio do significado que o abstrato representa para um propósito maior.

No trabalho, muitas vezes desejamos ver o impacto do que entregamos em um aspecto maior, enxergando a causa e efeito de nossas ações. Em todas as áreas da vida, essa tendência é replicada. O propósito funciona como o motor emocional que movimenta o corpo para ações necessárias ao alcance de uma meta. Sem ele, não há essência no agir – tornando-se automático.

A busca pelo abstrato ganha significado apenas no momento em que se une a um propósito. Para ser de fato realizável, o seu alcance precisa ser parte natural da nossa rotina. Para isso, três atitudes podem auxiliar:

1ª Ação – Iniciar de fora para dentro

A transformação do seu ambiente em um local que facilite a concretização da meta é o passo que te ajudará a não cair na tentação de trocar o abstrato pelo imediato. Se tenho dificuldade em separar um tempo para aprimoramento da minha função, seria mais benéfico ao meu propósito marcar na agenda 15 minutos do meu tempo dedicado ao estudo ou aguardar que esse tempo surja no momento propício – correndo o risco de nunca surgir? O estímulo à praticidade abre portas à realização.

2ª Ação – Atuar com as possibilidades do “aqui e agora”

Ao invés de esperar pelo que você poderá realizar futuramente quando “estiver preparado”, caminhe na direção desejada com base no que pode ser feito nesse exato momento. As ações que promovem direcionamento não precisam ser ousadas, apenas realistas e concretas o suficiente para serem feitas ainda hoje, te deixando consistentemente mais próximo do que deseja.

3ª Ação – Motivar-se igualmente no “aqui e agora”

Encontrar uma motivação instantânea na realização desses passos menores pode ser uma garantia de que o alcance não-imediato da sua meta não será um empecilho a longo prazo. Para que as ações se transformem em rotina, é necessário que você enxergue um benefício a curto prazo das mesmas. Em outras palavras, é necessário que sinta alguma forma de prazer como resultado direto da ação. Caso contrário, apenas sobrará a sensação recorrente de que o comportamento não gera algo recompensador e, como consequência, ele será deixado de lado.

Transformar propósito em atitudes que estão harmonizadas com o momento agora significa respeitar a característica processual inata ao alcance de metas. Portanto, ressignificar a ponte entre o querer (meta) e o ter (atitudes) implica vivenciar na própria rotina a grandiosidade dos seus desejos por meio de pequenas ações contínuas. E não existe momento mais propício para isso do que agora.

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Ao contrário do que muitos acreditam, assumir riscos é um desafio que vai além dos cargos de liderança. A resolução de problemas é parte crucial do dia a dia de qualquer profissional, por isso, tomar uma decisão efetiva na prática é um exemplo de como todos os níveis hierárquicos precisam lidar com riscos.

Entendendo essa realidade, cabe às empresas estimularem e desenvolverem suas equipes para que realizem melhores previsões e análises em momentos de pressão e tomadas de decisões. Mas levando em conta que a maioria dessas previsões e decisões não são tomadas puramente pautadas em dados, como o profissional pode melhorar esse processo e administrar os riscos da melhor forma? Selecionamos três dicas que podem ajudar.

1ª Dica -  Reflita e discuta o risco em conjunto

Escolher um caminho a ser seguido geralmente é o resultado de uma previsão de orçamento, projeção de vendas ou até mesmo do desempenho de algum colaborador. Quando essa análise cabe somente a um funcionário, ela pode ser enviesada por suas crenças, pela maneira como deseja ser visto ou por sua relação com o seu líder, por exemplo. Isso pode ser um problema porque temos a análise apenas de uma pessoa, baseada na sua realidade mais próxima, não considerando o impacto da decisão a partir de uma visão sistêmica e integrada do processo.

Para evitar essa situação, além de compor equipes multidisciplinares incluindo vários níveis hierárquicos, as empresas devem também encorajar seus colaboradores a contribuírem com a discussão e a trazerem seus pontos de vista, mesmo que contrários ao que todos pensam. Mellody Hobson da Ariel Investimentos, entrevistada no artigo "Como o líder pode ajudar os funcionários a combater o status quo no dia a dia" publicado pela Harvard Business Review, cita a importância de as empresas incentivarem seus colaboradores a serem questionadores e fiéis às suas opiniões.

Lidar com riscos e solucionar problemas requerem um olhar questionador e confiança para sugerir caminhos improváveis. E, para isso, Hobson diz que normalmente suas equipes contam com um responsável pelas ações de um cliente e uma pessoa para contra-argumentar tudo o que é sugerido. É uma maneira de evitar que os funcionários aceitem com facilidade o pensamento coletivo e garantir que a equipe veja os desafios por vários ângulos.

2ª Dica - Descreva o problema para compreendê-lo melhor

Como já entendemos que o primeiro passo pode ser feito unindo pessoas de vários níveis e realidades para abordarem um problema, o próximo passo é que cada um descreva a sua visão da situação. Quando se trata de observar um desafio por vários ângulos, uma das técnicas que podem ser utilizadas é colocar em pauta várias opiniões. 

Uma vez que todos tenham contribuído, cada uma das perspectivas poderá ser exposta para o grupo e discutida sem identificar a fonte. Esse exercício permite extrair uma variedade de percepções e sentimentos ignorados inicialmente, além de combater o consenso fácil que o pensamento coletivo tende a incentivar.

Ações como essa geram o sentimento de inclusão entre os colaboradores, mostrando que eles têm abertura para expressarem suas opiniões e ideias, e estimulam a curiosidade e o senso crítico da equipe.

3ª Dica - Analise experiências positivas

Situações de risco geralmente tornam as pessoas mais resistentes às críticas e ideias muito diferentes. Uma boa maneira de tomar uma decisão mais coerente e que possa fugir das respostas fáceis do pensamento coletivo é analisar casos semelhantes que tiveram êxito em algum momento. O que foi feito e deu certo?

Voltar-se para o sucesso traz maior segurança e abertura para buscar soluções, tornando também as discussões menos agressivas. Afinal, dissecar os pormenores das falhas leva as pessoas para a defensiva e pode desencadear um conflito rapidamente.

Por fim, tomar uma decisão é assumir um risco e o melhor é estarmos preparados. Por isso, sempre inclua mais pessoas no processo de análise para entender todos os ângulos da questão, estimule e faça parte de equipes cada vez mais curiosas e questionadoras, reformule o seu problema e encontre soluções até então ocultas e em casos de não saber por onde começar, revise experiências positivas.

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