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A barreira: máscara

Publicado em 14/09/2020

Qual é o impacto causado pela máscara de proteção facial na comunicação? Como o líder deve agir diante deste novo desafio para indivíduo e equipe?

 

Boa parte das organizações tem tratado a saúde mental como uma necessidade pungente e cada vez mais crítica. Isso porque o engajamento e a produtividade estão em um nível significativo de ameaça, em que seus trabalhadores precisam de ajuda para lidar com inúmeros fatores emocionais.

A ansiedade, o transtorno de estresse e o déficit de atenção são apenas alguns elementos presentes neste cenário de pandemia, que associou o retorno ao trabalho presencial (ou sua continuidade) à exigência de um novo recurso de proteção individual, a máscara.

Esse item pode parecer inofensivo em locais nos quais as pessoas já estão acostumadas com seu uso para controle de infecções, como Japão, Hong Kong, Taiwan, Cingapura, Tailândia e Coréia do Sul. No entanto, no caso do Brasil, por se tratar de uma nova prática, o sofrimento tende a aumentar.

O uso da máscara pode envolver uma série de aspectos subliminares, como o de estar doente ou de representar - mesmo contra a nossa vontade ­- uma ameaça à saúde do outro. Também pode ser sinônimo de afastamento físico e emocional, isolamento e solidão.

Em uma enquete realizada com os nossos seguidores de uma determinada rede social, 75% disseram que a máscara tem prejudicado a comunicação deles. Esse recurso de proteção interfere diretamente na comunicação, vez que dificulta a expressão facial e a leitura labial, além de abafar o som da voz. Tais empecilhos podem agravar quadros de insegurança, timidez, falta de controle e de cuidado com o indivíduo como ser social. Esse recurso de proteção também interfere diretamente na comunicação, vez que dificulta a expressão facial e a leitura labial, além de abafar o som da voz. Tais empecilhos podem agravar quadros de insegurança, timidez, falta de controle e de cuidado com o indivíduo como ser social.

Por esses motivos, alguns encaram o uso da máscara como um fator limitante – e não como um equipamento de proteção. Mas isso precisa ser superado.  É necessário encarar novas perspectivas e inovar.

ADAPTAÇÃO DA COMUNICAÇÃO: NA PRÁTICA

Um processo de comunicação claro e transparente sempre esteve relacionado à estratégia do negócio e à gestão de pessoas. Não dá para garantir alinhamento e resultado sem desenvolver essa competência que é o eixo integrador de todos os níveis da organização.

No cenário atual essa competência se tornou uma das fontes básicas para a liderança gerar motivação aos funcionários e garantir processos e entregas principalmente com a experiência do home office. O que o home office deixa como lição para a rotina dos profissionais?

I.  No início com o home office...

Com a modalidade virtual, experienciada pelo formato home office, nos vimos desafiados pela transição das conversas presenciais para o uso frequente da comunicação escrita por meio dos aplicativos de mensagens instantâneas e e-mails.

Na fala conseguimos captar estratégias como entonação, tom de voz e outros recursos que auxiliam no entendimento da mensagem naquele momento específico. Já na escrita não temos tantos recursos como na fala. Além de não acontecer no mesmo momento para os interlocutores, ela também pode ser interpretada pelo viés positivo ou negativo de quem lê a mensagem.

Por isso, a mensagem precisa ser muito bem pensada e estrategicamente formulada para reduzir equívocos quanto à interpretação, já que tem muita relação com a subjetividade de quem lê.

Um dos aprendizados que o home office nos permitiu foi perceber a importância dessa presença física para agilidade e integração em várias tomadas de decisões.

II. Retorno das atividades: a máscara na rotina de trabalho

Assim como o home office, as reuniões virtuais já eram realidade para algumas empresas antes da pandemia, porém se tornaram o principal formato para as interações em grupo. Mesmo com o retorno das atividades presenciais, por questão de segurança, ainda continuam ocorrendo e provavelmente continuarão.

Se já nos sentimos distantes por não estar fisicamente com a pessoa, agora, com as máscaras nas reuniões on-line (porque estamos na empresa e precisamos garantir a segurança de todos), percebemos um distanciamento ainda maior com quem falamos.

Por isso, um local com boa acústica e menos ruído e um microfone adequado que fique perto da boca podem ser estratégias para lidar com a dificuldade de entendimento que a máscara pode causar nessas reuniões.

  • Duas principais dificuldades...

1.         Respirar com a máscara é algo que não fazia parte do nosso cotidiano. Quando falamos, processo amplamente relacionado com o sistema respiratório, isso parece ser ainda mais desafiador. 

O que é um processo comum do dia a dia (falamos a todo momento) acaba nos exigindo mais força respiratória (para falarmos e sermos compreendido) e cognitiva (para compreender), o que pode gerar falta de ar, mais esforço e cansaço, somados a todos os outros estresses da rotina e das especificidades do momento.

2.         O fato é que o uso das máscaras deixa o entendimento das palavras mais difícil.

Sem a máscara, tínhamos o recurso da leitura labial que nos ajudava a compreender o que não ficava tão claro. Com a máscara, essa estratégia se torna impossível. Isso nos traz uma reflexão muito importante sobre o quanto a visualização do rosto, principalmente da boca, se faz necessária para o entendimento do conteúdo da mensagem. Ou seja, o processo de comunicação vai muito além do conteúdo da mensagem!

Muitas pessoas alegam ter falta de ar por conta de a máscara cobrir tanto a boca quanto o nariz. Como falta de ar é um sintoma também específico da Covid-19, isso pode gerar maior ansiedade ainda (até desespero!). O uso da máscara aumentou a sua ansiedade? Trocar as máscaras ao longo da rotina do trabalho ou optar por cores mais claras e modelos não tão apertados no rosto podem ser o início para você tentar passar por isso. Respire lentamente e tente se acalmar. Se a falta de ar permanecer, procure ajuda especializada.

Diante da reflexão sobre a máscara e os impedimentos que ela pode gerar (conscientes ou inconscientes), vale ainda pontuar que, quando um dos cinco sentidos está deficitário, os outros costumam ser otimizados. 

III. Algumas estratégias...

Já parou para pensar que o sorriso é um feedback?  Com a máscara não conseguimos captá-lo, por isso, fica mais difícil o entendimento do feedback do outro em relação ao que você fala.

Lembra da expressão: “o corpo fala”? Se a máscara esconde a boca, podemos procurar outros locais para colher o feedback do que expressamos!.Os olhos, as mãos e todo o movimento do corpo do seu interlocutor te enviam mensagens o tempo todo sobre o que você está falando, basta você começar a ampliar a sua percepção para esses locais.

Já movimentos com a cabeça (concordando ou discordando) podem dar maiores informações ao outro sobre o seu feedback em relação à conversa.

Para você que fala, olhar o seu interlocutor nos olhos e tentar utilizar outras partes do corpo para se comunicar, por exemplo as mãos, podem ser algumas estratégias relevantes nesse contexto.

Perguntamos aos seguidores das nossas redes sociais quais estratégias utilizavam para se comunicarem com a máscara. Falar devagar, aumentar o tom de voz, tirar a máscara e repetir o conteúdo da mensagem foram as mais destacadas.

Muitas pessoas tentam falar mais alto para ajudar o interlocutor na compreensão, o que pode desgastar a voz e até a troca em si. O que será importante é você sinalizar que está falando alto por conta da máscara e deixar claro ao seu interlocutor que, caso ele tenha alguma dúvida, se sinta aberto para compartilhar, contribuindo assim para o processo acontecer de forma mais natural possível.

Repetir o que se fala tem sido comum para ajudar na compreensão do interlocutor. Por isso, resiliência será sempre o ponto chave nesse processo, assim como falar mais pausadamente e ser verdadeiro caso não tenha compreendido a mensagem.

Por que é difícil entender alguém com uma máscara? Karen Mares (2020) destaca três estratégias muito interessantes que podem contribuir para a sua comunicação com máscara:

  1. Repita para a pessoa o que você acha que ela disse, caso tenha ouvido mal. A pessoa dirá se você está correto;
  2. Se a pessoa disser algo que você não ouviu, peça-lhe que reformule a afirmação com mais dados sobre o contexto ou com outras palavras mais fáceis de entendimento. Por exemplo: alguém ao telefone lhe pergunta: "Queria conhecer melhor os serviços da sua empresa”. Como você não entendeu, peça a ele(a) para reformular. Ele(a) responde: “O meu colega me indicou a sua empresa. Vocês trabalham com o serviço X?”. Se o falante reformular sua declaração, dando mais contexto, você terá uma melhor chance de entendê-lo. Essa estratégia também é válida quando você for o falante!
  3. Veja se é possível pedir a informação por escrito por meio de um e-mail ou mensagem via aplicativo.

O primordial é entender que tanto você quanto o outro (colega, equipe, par, líder, fornecedor, cliente...) estão em processo de adaptação da comunicação. Por isso, a irritabilidade pode ser comum por conta das dificuldades de compreensão. A nossa dica é: seja resiliente consigo e com o outro.

IV. Como se comportar quando alguém não quer usar máscara?

E quando o cliente, colega de trabalho, líder ou fornecedor não quer usar a máscara ou a tira no meio de uma interação. Como proceder?

  • Pergunte a pessoa se ela se incomoda de usar a máscara para segurança dela principalmente;
  • Tente manter um distanciamento seguro caso você não tenha liberdade para pedir que ele(a) coloque a máscara;
  • Deixe aberto todos os locais para a ventilação do ar onde acontecerá a conversa/interação. Caso não seja possível, convide a pessoa para conversarem em um local mais arejado;

Se você já sabe que a compreensão do que o outro fala fica mais difícil com a máscara, mergulhe na interação! O momento é ainda mais propício para desenvolver a sua escuta ativa, ou seja, evite distrações e mantenha o seu foco no conteúdo da conversa, nas expressões faciais e nos movimentos do corpo do seu interlocutor. Seja aberto para as eventualidades que podem acontecer e transparente quando estiver com dificuldades de compreensão.

Atenção plena e muita paciência são estratégias interessantes para você continuar desenvolvendo o seu processo de comunicação de maneira eficiente.

O processo de adaptação tende a ser mais desafiador no início. No caso das máscaras, não estávamos habituados a utilizá-las na nossa rotina ou apenas em reduzidos intervalos de tempo no início da pandemia. Com o retorno das atividades presenciais, é necessário frisar que o uso é obrigatório já que garante a nossa segurança e de quem estamos nos comunicando.

Reflexões para a liderança

Uma das primícias básicas da liderança é a comunicação assertiva, algo que envolve frequência, objetividade, particularidade e transparência. Em relação ao último aspecto, a máscara pode trazer prejuízos, já que as expressões faciais podem ser veladas.

Assim, é recomendável que os líderes considerem a possibilidade de ter um espaço em que as pessoas se sintam confortáveis para se expressar. Aliás, o envolvimento dos líderes, no que diz respeito ao que as pessoas pensam (ou criticam), fornece ingredientes de engajamento e de melhores desempenhos.

Não se trata, porém, de uma apologia ao noticiário sem qualquer relevância. Está mais relacionado a estabelecer um canal de confiança, em que os diálogos possam render frutos e ganhos para todos os lados.

As pessoas precisam poder dizer a verdade, ainda que incomode inicialmente. Afinal, quando os profissionais trazem informações, escutam ou repassam, a tendência é que as situações de crise e/ou de estresse sejam melhor resolvidas.

Para um líder, olhar para os sapatos dos outros ou para o visual diferente da máscara, evitando o contato visual e a oportunidade de exercer a comunicação, pode ser uma escolha bem limitada (para não dizer triste), vez que seu papel é servir de exemplo e inspiração.  

Em condições normais, o processo de comunicação já é complexo.  No atual cenário, onde a conjuntura é dramática, com mudanças diárias nos modelos de trabalho, a situação requer ainda mais atenção. Então, vale reunir-se com maior frequência, considerar o tempo de fala e escuta de cada um e estabelecer outros pontos de contato para a comunicação, a exemplo de conversas informais.

O adoecimento causado pela baixa interação que o uso da máscara pode trazer é algo que as novas gerações não estão dispostas. As organizações precisarão se adequar para que o engajamento seja genuíno e sustentável, promovendo o falar e o escutar.

Para você refletir...

  • Você se sentiu mais na sua zona de conforto ou com mais dificuldade em expor as suas ideias com o uso da máscara?
  • Você, líder ou empresário, tem sentido os colaboradores ou equipes mais calados ou menos dispostos a contribuir?

Se a resposta foi sim para essas perguntas, é um sinal para parar e pensar estratégias de como reverter essas situações! Afinal, agora é a hora de somar forças e perspectivas diferentes para lidar com o cenário e todos têm algo a agregar.

Se está pouco falante, isolado das interações, com falta de fôlego, sufocado, sem ânimo para conversar ou mais introspectivo, está na hora de apostar em uma nova estratégia. Pode ser algo simples como começar a escrever ou estabelecer pontos de encontro em que a fala seja o pilar principal. É essencial construir novos percursos para a mente de forma a superar limitações e dar mais vazão à voz.

Superar percepções

Ao considerar o uso da máscara como um fator essencial de proteção, será necessário avaliar os impactos causados na comunicação, bem como as consequências emocionais para o indivíduo e equipe. Ambiente de trabalho é local para expressar as emoções?

Neste contexto, farão mais sentido as organizações que trabalham na capacitação dos profissionais nas suas diversas interações com o uso da máscara para o não impedimento de trocas integradas e participações contínuas e saudáveis. Líderes que estabeleçam uma escuta ativa podem trazer novas soluções.

O líder tem um papel fundamental, pois é quem vai promover o não emudecimento de sua equipe, ou seja, de indivíduos que estejam colocando na posição de isolados (físico e emocionalmente) nas suas comunicações e interações, evitando, assim, que os impactos em suas metas e resultados não sejam desastrosos a longo prazo.Palavras como “amordaçado(a), preso, sufocado(a), sem ar” foram utilizadas pelos nossos seguidores, por meio de uma enquete no Instagram, para revelarem como se sentem com o uso da máscara. Isso é um ponto de atenção para a liderança.

A barreira física da máscara pode trazer uma sutileza no estilo de liderança pela imposição ante a fala bloqueada. Talvez, para muitos, essa dificuldade de comunicação pode ser um prêmio por estabelecer sobre o outro uma autoridade ou imposição do seu poder.

Em sintonia com a condição do indivíduo de medo e falta de controle trazida pela pandemia, esse emudecer pode parecer, em um dado momento, natural e pouco percebido, vez que este calar-se pode trazer sensação de obediência e estabilidade bem ao estilo de “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Porém, cabe ao líder superar este problema de comunicação. A escuta ativa precisa ultrapassar o conceito de proteção e curiosidade, fazendo com que o indivíduo perceba que sua voz deve romper a barreira, atraindo uma interação.

É fundamental promover o aumento e a melhora na qualidade dos processos de comunicação, revisitando a individualidade e o coletivo; os propósitos e os compromissos; para que o bem-estar emocional seja mais uma vantagem competitiva dentro da organização.

É importante destacar os impactos que a barreira máscara pode causar nas interações. Cabe a liderança considerar essa nova realidade ampliando o seu olhar para o que acaba se tornando comum e adaptando a sua comunicação para continuar garantindo o seu papel principal: inspirar.

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Liderança em tempos de crise

Publicado em 09/09/2020

Tempos de crise influenciam a forma de liderar?


É necessário considerar dois pontos de vista para saber se existe diferença na liderança em tempos de crise. O primeiro é que o líder vivencia situações tão complexas e diversas que, independentemente da circunstância, ele estará apto. A segunda perspectiva é que a incapacidade de distinguir um cenário normal de um de crise pode ser indício de uma percepção limitada.

Para aprofundar no assunto, deve-se levar em consideração o perfil de cada líder, o cenário o qual está inserido, o tipo de negócio, pessoas envolvidas, ou seja, as variáveis são infinitas. Em situações de crise, o fato é que os líderes costumam obter êxito quando estabelecem estratégias, gerindo a confiança e mantendo a constância das ações.

Diante de um cenário desafiador, algumas perguntas podem ser importantes no processo de promover adequações quanto à função ou postura de líder: 

  • O que está sob meu controle? 
  • Como parar de perder tempo com o que não está? 
  • Atualmente qual é o foco da organização (no curto e longo prazo)?

Tais reflexões contribuem para que o líder perceba as mudanças necessárias e procure o equilíbrio, fomentando atitudes positivas e proativas. Vale ainda considerar o que será necessário construir e desconstruir para se manter dinâmico, analítico e com preparo técnico e emocional.

Passo a passo

Algumas etapas importantes para desenvolver a liderança a partir do cenário instável:

A.      Considere o negócio e as ações estratégicas, táticas e operacionais

  1. Perceba onde estão as principais ameaças ao negócio: fluxo de caixa, faturamento, contábil, pessoas, insumos, produção, clientes, contratos... Se todas essas relações forem impactadas, estabeleça prioridades;
  2. As ações precisam levar em conta planos dinâmicos e flexíveis, criando ajustes e soluções, a fim de modificar a conjuntura ao ponto de revertê-la. Para tanto, determine pequenas, médias e grandes metas ajustadas ao prazo;
  3. Alinhe expectativa com realidade. Neste sentido, as alternativas precisam ser opções viáveis diante do momento, circunstância e prazo. Dimensionar corretamente é tão importante quanto “fazer acontecer”. Até porque essa continuidade oportuniza chance de maior êxito;
  4. Estude o mercado e as decisões que estão sendo consideradas e tomadas. Evite se isolar ou considerar apenas a sua perspectiva. No universo corporativo, existem excelentes modelos a serem considerados nas ações e alternativas.

B.      Comunicação constante dentre os vários níveis de complexidade de funções

  1. Dentro das equipes, existem entregas conforme complexidade e perfis. Conhecer e dominar esse aspecto é sempre importante e determinante para o líder. O ideal é identificar isso antes que uma crise ocorra. Mas, se não for possível, não perca tempo! Busque compreender as particularidades da equipe a fundo para conseguir se comunicar e transmitir os próximos passos de forma rápida e eficiente;
  2. Estabeleça as ações da equipe e construa um modelo de monitoramento confiável para as partes. Ações de curto prazo são mais recomendáveis devido à dinamicidade que uma crise demanda. No entanto, não saia disparando ações sem estabelecer critérios e prazos claros;
  3. Analise o resultado obtido em cada ação. Comunique as conquistas e avanços, com dados e fatos de forma objetiva, e os pontos de oportunidade a serem considerados e modificados para um resultado ainda melhor;
  4. Momentos de crise costumam afetar a rotina da equipe. Para não entrar em mais um cenário de incertezas, será fundamental estabelecer novos acordos de atividades e ações;
  5. Reflita: circunstâncias adversas não podem te impedir de se comunicar de forma positiva e construtiva, bem como de comemorar vitórias diárias.

C.       Relacionamento com o cliente para oferecer soluções mais adequadas

  1. Os recursos tecnológicos precisam ser considerados para estabelecer uma comunicação atualizada e efetiva, assegurando o uso de forma mais estratégica e prioritária;

  2. O negócio (produtos, serviços, cultura) precisa ser notável, levando o cliente a uma experiência única em cada contato;

  3. Flexibilização no relacionamento com o cliente e nas soluções que ele busca;

  4. Estabeleça uma escuta ativa e participativa com o cliente.

D.      Estabeleça quais informações organizacionais precisam ser reguladas

  1. Durante a execução das ações estabelecidas para o momento de crise, considere sempre algum marco que evidencie o resultado e o risco;

  2. Impacto! Partindo dessa premissa, avalie o resultado em cada marco;

  3. As informações negativas, positivas e erros precisam ser registrados e analisados para estabelecer novos marcos de resultados e assim reiniciar o ciclo.

E.       Se necessário, considere pessoas para atuar diretamente na gestão de crise

  1. Em cenários de crise, equipes precisam ser remanejadas. Avalie a demanda e considere seriamente ter uma equipe exclusiva para gerar dados e informações provenientes do momento;

  2. Estabeleça entregas com a equipe responsável pelo gerenciamento de crise. Sendo possível, considere áreas com menor fluxo para apoiar essas entregas a fim de acelerar os resultados.

F.       Ofereça um ambiente seguro, justo e coerente para o bem-estar de todos

  1. Um ambiente de trabalho seguro e justo não significa atender todas as vontades individuais nem mesmo deixar de tomar decisões difíceis. Está muito mais relacionado à comunicação transparente e suporte emocional para que as pessoas consigam superar as dificuldades.  Comprometa-se a adotar medidas condizentes com a situação, esclarecendo motivos, propósitos e objetivos para que a credibilidade e a confiança da situação estabelecida não sejam colocadas em dúvida;
  2. Mantenha as equipes atualizadas e conscientes das próximas etapas para que consigam promover sua própria estratégia;
  3. Adote todas as possibilidades de flexibilização possível, optando por acompanhar registros e resultados, em vez de se prender a modelos e formatos preestabelecidos em cenários difíceis, mas não de crise.

Crise também passa

Se existe alguma certeza durante a crise é a de que ela vai passar. E, quando isso acontecer, apesar do sofrimento, teremos ganhado, no mínimo, muito aprendizado e amadurecimento emocional. Após considerar esse aspecto, cabe ao líder se fortalecer na gestão do negócio e das pessoas, pois seu nome, sua imagem e sua fala servirão de exemplo para muitos.

Dentro dessa perspectiva, vale as seguintes reflexões: É necessário ser um “super líder”, uma espécie de super-herói? O que trará a fórmula mágica? 

O “super líder” da atualidade é mais humanizado, tem histórias a serem superadas, aprende com os outros, forma times e sabe distinguir suas entregas. Erra, corrige e principalmente se responsabiliza pelas falhas.

Em momentos de crise, o que pode nos tornar bons líderes é a confiança e a coerência nos atos praticados assim como a preservação do respeito e admiração nas relações. Algumas estratégias para reter e engajar a sua equipe!

Como bem disse Barack Obama: “Para ser um bom líder, você não precisa saber todas as respostas. Basta fazer as perguntas certas, ter pessoas melhores que você no time, servir e empoderar os outros.”

 

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O fato é que somos impactados por emoções diariamente, seja pelas nossas, seja pelas que os outros expõem através de seus sentimentos. Mas qual é o resultado disso em nós e nos outros?

 

As suas emoções básicas

A animação “Divertida Mente” (2015), sucesso de público e de crítica da Disney e da Pixar, apresenta, de forma didática, as cinco emoções básicas (alegria, tristeza, medo, raiva e nojo). A partir delas, outras se derivarão em complexidade e evolução.

 

Os personagens que representam as emoções na imagem: Medo (roxo), Nojo (verde), Alegria, Tristeza (azul) e Raiva (vermelho).Disponível em: https://www.diariodasaude.com.br/news/imgs/010120191022-pesquisa-cientifica-divertida-mente.jpg

 É interessante assistir ao filme para você se identificar, mesmo que de forma lúdica, com o contexto:

  • Alegria: É a emoção que causa um prazer, um bem-estar duradouro, otimista e entusiasmada sobre a vida;
  • Medo: É a emoção que nos alerta de uma possível situação de perigo em que podemos perder o controle para a raiva, por exemplo;
  • Raiva: É aquela emoção que age no sentido de nos proteger contra a ameaça presente sobre a nossa alegria, bem-estar ou relacionado a uma situação injusta, colocando-nos em uma posição de agir;
  • Nojo ou Surpresa: É a emoção relacionada ao se encantar, ou não, por algo inacreditável que está acontecendo, triste ou alegre, que fascina positiva ou negativamente;
  • Tristeza: É aquela emoção que nos coloca pra baixo, podendo ser por frustração, se associada à raiva ou medo; e causa de imediato uma certa falta de motivação e ânimo.

E no contexto atual de mudanças, como você está se sentindo? 

Quando as pessoas te surpreendem 

Quando uma pessoa assiste ao filme “O Rei Leão” (2019) e fica com a ideia principal relacionada à morte, talvez lhe falte algum recurso para conseguir acompanhar a mensagem do obra cinematográfica. E isso diz muito sobre o estado emocional dela naquele momento e a forma como está encarando certas situações. Provavelmente, em algum momento, também reagimos assim. Como diferenciar emoções, sentimentos e estados de ânimo?

Disponível em:https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2019/07/blogib_o-rei-leao-2019_feat.jpg?quality=70&strip=info&resize=680,453

Então, reconfiguremos a pergunta: “Com a morte do pai, qual foi a lição aprendida pelo leãozinho?” ou se precisar de um apelo mais filosófico: “Será que a morte, neste contexto, pode ter significado de vida?”.

O fato é que somos impactados por emoções diariamente, seja pelas nossas, seja pelas que os outros expõem através de seus sentimentos. Mas qual é o resultado disso em nós e nos outros?

Imagine a seguinte situação: Você acorda em um dia não tão agradável com o famoso “pavio curto”. O seu semblante afasta naturalmente qualquer interação possivelmente saudável. Por outro lado, alguém levanta tão irradiante e otimista pela vida que expressa na calça de cor amarela estilo “Miliopã” algo que, posso garantir, pode deixar o sol bem envergonhado. E a primeira coisa que essa pessoa faz ao chegar ao seu lado é estabelecer um diálogo:

- Bom dia!

- Bom dia pra quem?

- Para você, lógico! Estou com dez planilhas de Excel para reconfigurar. O dia vai passar voando!

(Silêncio)

- E aí? Me diga quantas planilhas você tem?

- O tanto suficiente para o meu dia ser o mais entediante possível. Às vezes, parece que fulano deseja o meu mal.

Quem possivelmente terá um dia, no mínimo, melhor? Provavelmente os dois. Isso mesmo! As emoções não podem ser classificadas como piores ou melhores, certas ou erradas, elas simplesmente são surgem. O que define isso pode estar muito mais relacionado ao estado de tempo e à intensidade com que você as vivencia.

As pessoas podem nos surpreender o tempo todo e nos colocar em posição de constrangimento, tirando-nos temporariamente da lógica ou, quem sabe, até da racionalidade.

O segredo, então, você já deve estar imaginando... Isso mesmo! Tem relação conosco e com a nossa capacidade de embarcar ou não na emoção do outro. É uma espécie de controle (ou descontrole) próprio da influência que o outro exerce sobre nós ou vice-versa. Isso pode ser mais comum do que se pensa. 

Por muito tempo, por exemplo, as pessoas atribuíram sua carreira e crescimento profissional, única e exclusivamente, à empresa em que estavam ou aos seus líderes. Se a empresa falisse, sua carreira seguiria certamente o mesmo fluxo; se o líder fosse desligado da empresa, provavelmente seu crescimento estaria comprometido.

No mercado de trabalho, elas esperavam o momento de alguém lhes oferecer um emprego. E, se tal proposta não vinha, a tão sonhada carreira era colocada de lado, passando a fazer parte apenas do sonho, do fator sorte ou de “quem indica”.

Atualmente, partimos do pressuposto que o agente ativo da carreira é o próprio indivíduo e ele será o responsável por colocá-la no estágio que entende ser realmente possível em um determinado tempo. Isso será viabilizado por meio de um planejamento claro de desenvolvimento de competências e resultados que comprove o destino ao qual se colocou.

Se somos responsáveis por nossa carreira, por que com as emoções seria diferente? Qual o sentido de embarcarmos nas emoções alheias? Seria talvez pela nossa própria vontade ou natureza de ser, pensar e agir?

O discurso é lindo, mas é claro que, na prática, a gestão das nossas emoções é um exercício contínuo o qual pode ser considerado sem fim e em constante transformação. Como uma história que, se contada, terá em cada fase ou momento um novo começo e mil possibilidades.

Surpreender-se com as pessoas é um despertar para nossas emoções.  Isso é fonte de aprendizado e permite realizar trocas que contribuem para diminuir os “tombos” ao longo da vida em sociedade. Não deve, portanto, servir como parâmetro para definir como você deve ser ou se sentir.

Conhecendo as suas reações emocionais

O autoconhecimento pode ser um passo significativo para entender suas emoções, isto é:

  • Como as suas emoções surgem?
  • Quando?
  • Com quem?
  • Em quais situações?

Após identificar as emoções, como você as trata? Veja as opções abaixo:

  • Acolhendo;
  • Sendo permissivo;
  • Duro;
  • Abafando e se adoecendo;
  • Explodindo e se culpando;
  • Conforme a situação.

Claramente não existe mágica ou soluções mirabolantes, mas perceba como esse exercício poderá ser útil para iniciar um diálogo consigo, enxergando as emoções de forma mais racional e consciente; e identificando as forças e fraquezas, o que te levanta e o que te derruba. 

Isso possibilitará o passo seguinte: desenvolver o seu autoconhecimento e gerenciar emoções mais complexas em circunstâncias mais desafiadoras na sua vida e carreira. Se doer, pause, descanse e peça ajuda! Mas persista como uma tartaruga que procura o mar, sempre lenta, porém constante.

 

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Conhecer nossas emoções e entender como nos sentimos em relação a cada uma delas pode parecer uma missão quase impossível. No entanto, isso pode ajudar (e muito) a lidar melhor com a vida em todos os aspectos. No campo do trabalho, especificamente, tal ação proporciona um ambiente saudável na relação empregado e empregador.

 

Se algo sair errado, a confusão estará armada, não é mesmo? Deve ser por isso que provavelmente nos fazemos essa pergunta constantemente principalmente em situações de conflito. Duplicamos a vigília para garantir o equilíbrio e muito frequentemente nos negligenciamos.

Se o assunto é mudança, parece que estamos em uma montanha russa de emoções. O pensamento pode ficar atordoado e podemos utilizar aquela estratégia muito conhecida: “respira, calma, nada de fazer algo com a cabeça quente”.

Tudo isso provavelmente porque declaramos guerra entre razão e emoção, como se estivéssemos em um ringue no qual quem se sair melhor, vence. No entanto, razão e emoção se complementam no processo de avaliar e decidir.

1. Como diferenciar as emoções, sentimentos e estados de ânimo?

Para começar a compreender as emoções, vamos entender a diferença fundamental entre elas e os sentimentos pela ótica da psicóloga Rosa Corrascosa, no livro “Emocionário”:

A.        Emoção versus Sentimento

I. Emoções são estados afetivos inatos e automáticos que afetam nosso corpo, mente e comportamento. O propósito das emoções é nos ajudar a lidar com o que acontece à nossa volta.

II. Sentimentos são a tomada de consciência dessas emoções. Eles servem para expressar nossos estados emocionais de maneira mais racional para os outros e para nós mesmos.

Suponhamos que você esteja inseguro com a entrega de um determinado projeto/atividade no trabalho. Você não se considera totalmente apto(a) a realizá-lo tampouco se sente confortável para compartilhar tal situação com seu líder por receio de ele usar isso para avaliar suas habilidades e considerar seu desligamento.

Toda essa circunstância pode fazer seu corpo paralisar, seu cérebro não raciocinar, sua perda de foco aumentar, sua procrastinação eclodir. Tal estagnação pode levar seu líder a duvidar da sua capacidade de garantir a entrega com qualidade e dentro do prazo acordado.

Tomar consciência do que está acontecendo com você neste momento e pedir ajuda a um colega de trabalho ou mesmo ao seu líder, quando há abertura para isto, pode ser um passo para sair dessa armadilha que pode acontecer com qualquer um.

B. Emoção versus estado de ânimo

Existe uma relação estreita entre emoção e estado de ânimo, quase imperceptível, em uma situação vivenciada que precisa de uma resposta imediata. É necessária uma investigação cuidadosa e autoconhecimento para esse mergulho.

Funciona mais ou menos assim: o que começa com uma emoção transitória ligada a um acontecimento pode mudar para um estado de ânimo se perdurar, contagiando os espaços onde vivemos.

Continuemos com o exemplo: você tem um projeto para entregar ao seu líder hoje. A tensão pode ter sido a emoção mais consistente ao longo de todo o seu dia com a finalização dos últimos detalhes. Após a entrega do projeto, você pode sentir uma sensação de alívio, como se tirasse um peso de suas costas, passando o resto do dia relaxado e aliviado pelo dever cumprido.

Agora perceba as emoções que sentiu diante das diversas situações que você enfrentou hoje.  (Quais dessas emoções você tem percebido sentir com mais frequência?). Note que alguma específica te chama a atenção. Reflita: a qual situação específica ela está relacionada?

Enquanto a emoção é aguda e se desfaz em pouco tempo, o estado de ânimo pode ser crônico e perdurar, já que pode acontecer com menos estímulos. 

Voltando novamente ao exemplo: se você recebesse um feedback positivo de um cliente, por exemplo, dificilmente você iria sentir-se tão bem, pois tamanho era o seu estado de insegurança, desconforto e ansiedade com a entrega do projeto ao líder.

Isto porque as emoções são expressas ou suprimidas e os estados de ânimo podem ser disfarçados. Contudo, os dois predispõem à ação, portanto, influenciam comportamentos

Controlando as emoções, você está a um passo de controlar os comportamentos (ótima notícia, não é mesmo?).

C. Estados de ânimos

Segundo a adaptação de Miller (2011), é possível termos condições de nos autoavaliar sobre o estado de ânimo baseando na análise de dois fatores conforme mostra o gráfico a seguir:

 

I. Nível de energia (alta energia, equilibrado, baixa energia);

II. Ânimo (positivo ou negativo).

 

 A partir dessa análise o autor revela quatro categorias de estados de ânimo nas quais podem se encaixar vários outros:

  • Ansiedade – alta energia e ânimo negativo;
  • Atividade – alta energia e ânimo positivo;  
  • Serenidade – baixa energia e ânimo positivo;
  • Melancolia/Depressão – baixa energia e ânimo negativo.

Percebe as suas situações vivenciadas com, por exemplo, ansiedade ou melancolia, e ainda a sua capacidade de estar mais ativo ou sereno. Isso afeta a sua capacidade para fazer julgamentos, na tomada de decisão e nas próprias ações.

 Qual o seu estado de ânimo agora?

D. Emoção x razão

A emoção é a resposta mais rápida a uma mudança ambiental, por isso, ela pode interromper processos mentais rápidos. O autoconhecimento se torna fundamental então para te orientar no melhor a ser feito. O estado de ânimo também terá seu papel durante todo esse processo, quando essa emoção perdura, conforme descrevemos anteriormente.

Por detrás de cada mudança há oportunidades para o crescimento transformador e as emoções positivas possibilitam esse olhar. Elas nos preparam para o futuro incerto porque nos convidam a:

  • Testar as fronteiras do que sabemos;
  • Gerar soluções criativas para ameaças iminentes, pequenas e grandes.

Já as emoções negativas, assim como os estados de ânimo negativos (ansiedade e melancolia), podem oferecer mais riscos ou limitar a busca pela solução de problemas no processo de lidar com a adversidade.

Nas mudanças e desafios, emoções de ansiedade, preocupação e depressão tendem a aflorar “tomando o lugar” das emoções de alegria, paz e felicidade. Como lidar com esse fato no ambiente de trabalho? 

2.   Ambiente de trabalho é local para expressar as emoções?

Desejo afirmar que é humanamente impossível sufocar as emoções - e os sentimentos decorrentes delas - por um longo período, sem ter uma consequência relativamente grave no ambiente de trabalho a qual pode afetar desde a sua saúde mental até a saúde econômica.

É muito comum ouvirmos: “Ao entrar no trabalho, deixo meus problemas de casa lá fora, e, quando saio, pego-os novamente”. Trata-se, portanto, de uma crença limitante, que pode até ter tido alguma relevância em um determinado momento da história, mas que atualmente perdeu o sentido, podendo até ser interpretada como falta de inteligência.

Isso mesmo! A inteligência emocional trata da capacidade de olharmos para nossas emoções, ter consciência de suas consequências e dar um próximo passo para lidar com elas. Entenda que lidar não é eliminar.

No exemplo citado acima, o fato de você: tomar consciência de sua insegurança; perceber seus comportamentos de paralisação e falta de foco; e buscar ajuda de colegas ou líder, não garantirá que você não tenha os mesmos sentimentos em um outro projeto. O que poderá contribuir será o acúmulo das suas experiências vividas e absorvidas para uma solução que pode acontecer futuramente de forma menos sofrida (isso se você  permitir reconhecer suas limitações quando elas surgirem).

Você pode estar se perguntando: “Mas viverei esse processo sempre?” A resposta a essa pergunta não é exata. Mesmo desenvolvendo comportamentos que te levem a ter maior controle e te ensinam a lidar melhor com os cenários, em uma situação de estresse agudo - como fusão da empresa, mudança de gestão ou desligamentos em massa - tudo pode vir à tona.

O ambiente de trabalho faz parte da sua vida, então, tenha consciência que estes sentimentos irão surgir. Cabe, portanto, a reflexão: Como posso lidar melhor com eles?

 3.   Controle emocional = suprimir ou ressignificar?

Toda situação ativa nossas emoções, assim como também nossas capacidades de enfrentá-la. Reconhecendo os estímulos que disparam as emoções, encontramos maneiras de lidar melhor com elas.

Não se deixar levar pelas emoções ou impulsos é essencial em situações onde as emoções são infladas pela sensação de perda de controle e de resultados catastróficos. 

O controle emocional nos auxilia a lidar com situações críticas. O mero fato de reconhecermos internamente as emoções que sentimos já é um primeiro passo muito importante. Perceber as suas emoções diante dos momentos de adversidades é fundamental para entender a influência deles nos seus comportamentos.

Como então desenvolver esse controle emocional? Esse controle pode ser definido como a capacidade do indivíduo de não só permanecer focado na situação estressante como também de demonstrar comportamentos consistentes em uma variedade de situações.

As pessoas tendem a controlar as emoções de duas maneiras: por meio da supressão (esconder os sentimentos) ou ressignificação (repensar uma situação emocional). Confira mais sobre a importância de desenvolver a sua inteligência emocional com esta minitrilha!

Suprimir as emoções pode ser o caminho mais arriscado para lidar com as situações do cotidiano principalmente em cenários instáveis, pois, no longo prazo, pode contribuir para o seu processo de adoecimento e em alguns momentos você poderá (pelo tempo que guardou para si as emoções) reagir de forma impulsiva prejudicando o seu enfrentamento da situação.

Ressignificar as suas emoções principalmente em situações de mudanças e conflitos é o caminho para uma atitude mais adequada que seja melhor para você e para todos os envolvidos. Quando ressignificamos, obtemos o controle consciente de nossas emoções, contribuindo para uma saúde emocional mais satisfatória.

Pensamentos, emoções e comportamentos saudáveis associados ao estado de ânimo constante e positivo estão no topo dos desejos de empresas, colegas de trabalho e por que não também da família e amigos?!

Todos podem se beneficiar de tal escolha. A responsabilização sobre nossas emoções, estados de ânimos e comportamentos favorecem o crescimento de todos que estiverem envolvidos direto ou indiretamente. O processo de autoconhecimento será determinante para que essa jornada seja mais positiva do que negativa, compreendendo que jornadas emocionais são maratonas internas e intensas.

Dica boa é dica compartilhada! 

Existem algumas emoções consideradas básicas e alguns exemplos que as ilustram na prática:

A. Alegria - “Me sinto extremamente entusiasmado hoje!”

B. Medo -  “Acho que alguma coisa ruim pode acontecer comigo.”

C. Tristeza -  “Me sinto desanimado, sem energia!”

D. Surpresa - “Nossa! Não acredito que isto é verdade!”

E. Raiva - “Me sinto injustiçada!”

Faça o seguinte exercício quando estiver frente a um desafio:

  • Em uma escala de 0 a 10, o quanto eu estou me sentindo sobre este projeto/atividade/rotina?
  • Quais são as ações, pessoas, recursos ou meios que podem me ajudar a executar tal projeto?

4.  Saúde mental

A dosagem que colocamos nas nossas emoções e sentimentos define a nossa saúde mental, pois toda falta ou excesso pode levar ao caminho da patologia.

Todas essas emoções e sentimentos irão contribuir para que o seu estado de saúde mental possa melhorar ou prejudicar a sua vida profissional. É fundamental ter consciência deles e de como se apresentam para vivenciar uma situação mais próxima do equilíbrio.

Procure seguir este caminho:

  1. Acolha sua emoção seja ela qual for;
  2. Procure transportá-la para o aspecto da consciência;
  3. Busque ajuda!

Perceber as suas emoções, estados de ânimo e sentimentos é o primeiro passo para saber gerenciá-los no ambiente de trabalho e nas situações em geral da vida. 

O controle emocional é a estratégia que você precisa desenvolver para garantir a sua saúde mental e o desenvolvimento da sua carreira principalmente diante deste cenário de mudanças.

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Os benefícios e desafios vivenciados pelos profissionais por meio da adequação forçada à modalidade home office.

 

Apesar de ser uma prática muito frequente na rotina de vários profissionais e em outros países do mundo, a modalidade de trabalho home office ainda não é tão comum na rotina das organizações do Brasil.

Com a pandemia, muitas empresas e profissionais se viram forçados a adotar essa prática como medida de isolamento social e estratégia para se manterem ativos em meio a esta crise sanitária global.

Essa experiência proporcionou novas possibilidades de gerenciamento de rotina para os profissionais e trouxe a luz benefícios e desafios que merecem reflexão.

Os benefícios do home office

A pesquisa realizada pela empresa Ticket, entre os dias 20 e 22 de março deste ano de 2020 com usuários em todo o Brasil e publicada no jornal Valor Econômico, destacou alguns benefícios com a prática do trabalho remoto. São eles:

  • Redução do tempo de deslocamento;
  • Maior proximidade dos familiares;
  • Nova forma de trabalho;
  • Sentimento de proteção;
  • Flexibilidade de horário.

Realizamos uma enquete (formato Sim ou Não) com os nossos seguidores das redes sociais a partir dessas vantagens. A redução do tempo de deslocamento foi um dos benefícios com maior porcentagem de votos na opção “Sim”. Saiba mais sobre os benefícios mais votados na nossa enquete e no Brasil sobre a prática de home office!

Com o trabalho em casa, quem precisava gastar tempo com deslocamento para o trabalho pode ter percebido duas vantagens importantes:

1.      O redirecionamento do horário que gastaria no trânsito para outras atividades de preferência (acordar mais tarde, prática de exercícios físicos ou hobbies e mais tempo com o núcleo familiar são alguns exemplos);

2.      Economia de gastos decorrente desse deslocamento (combustível ou passagem de transporte público).

Vantagens essas que contribuem para a qualidade de vida e economia financeira do profissional e podem resultar em maior disposição e motivação do mesmo no seu trabalho. E se você ainda está em home office, confira nossas dicas que podem te ajudar a potencializar ainda mais o seu desempenho!

Os desafios do home office

O home office é um formato de trabalho novo para alguns profissionais, por isso, a ideia de produtividade como era no presencial pode ser diferente e o processo de adequação variável para cada profissional. Tudo isso pode trazer o sentimento de improdutividade e dificuldade de organização.

Podem surgir dúvidas e dificuldades de adaptações, e o processo pode se tornar desafiador como um todo se associado ainda ao momento que já tem um contexto negativo. Afinal, trabalhar a distância por escolha é diferente de sermos pressionados a vivenciar esse formato de uma hora para outra!

Empresas tiveram que repensar sua infraestrutura e logística para atender às demandas dos profissionais, seus processos (ou até mesmo paralisar projetos e equipes) e sua carga horária. Líderes tiveram que repensar o seu formato de comunicação, acompanhamento e avaliação da equipe e reuniões on-line acabaram se tornando o meio de comunicação mais viável. E os profissionais, o que revelam como desafios?

A pesquisa citada anteriormente também destacou alguns desafios dos brasileiros com a rotina home office:

  • Aumento de carga horária;
  • Distração;
  • Distanciamento dos colegas;
  • Falta de informação da empresa;
  • Falta de estrutura em casa.

Novamente compartilhamos uma enquete com os nossos seguidores das redes sociais a partir dessas dificuldades elencadas pela pesquisa citada anteriormente. O aumento da carga horária de trabalho foi um dos desafios com maior porcentagem de votos na opção “Sim”. Saiba mais sobre os desafios mais votados na nossa enquete e no Brasil sobre a prática de home office!
 

Deve-se levar em consideração a fusão do local de trabalho com o local de descanso, o que pode trazer algumas angústias para os profissionais por não viverem o processo de diferenciação do que é trabalho e lazer.

Com a análise dos benefícios e desafios com maior porcentagem nas nossas enquetes, o que mais fica forte com a experiência do home office é a sua relação com o aproveitamento do tempo, aparecendo tanto como benefício (permitindo uma rotina mais voltada para o contexto pessoal do indivíduo) quanto desafio (com a percepção do aumento da carga horária do trabalho). Perspectivas essas que impactam na qualidade de vida do profissional e revelam informações relevantes para se pensar futuramente.

O home office pós-crise

Realizamos também uma pesquisa no mês de maio deste ano com os nossos seguidores a fim de saber o interesse ou não pela continuidade do home office. Os resultados demonstraram que a maioria deles (56%) não tem interesse em continuar com o home office pós-crise. Os motivos mais destacados estão associados à baixa interação com os colegas e à dificuldade de organização da rotina. Confira os dados nacionais!

Muitos admitiram sentir falta da convivência com os colegas e também avaliaram como outro ponto de atenção a dificuldade de comunicação. Tudo isso reflete o valor da interação social para as entregas dos profissionais e o quanto a comunicação neste momento é essencial para garantir os alinhamentos e motivação necessários podendo também ter relação com a saúde mental dos colaboradores.

Estratégias que evidenciem ou reforcem essa comunicação e interação, neste momento, podem refletir benefícios e prevenir problemas de saúde mental dos colaboradores, por isso, precisam estar na pauta das organizações e lideranças.

A importância da comunicação e maior resiliência nas relações com os colaboradores podem ser possíveis caminhos para uma retomada que não atinja tanto a produtividade e cuide da saúde emocional do colaborador. 

Algumas empresas têm buscado oferecer estratégias para lidar com essa pressão como rodas de conversa para suporte emocional além de oferecer canais de meditação. Podemos perceber a contribuição da comunicação e de estarmos junto para superação desse processo de “luto”.

Já os participantes que votaram a favor da continuação do home office destacaram maior produtividade e maior aproximação da família como argumentos de defesa desse formato. Nesse resultado, muitos profissionais demonstraram perceber maior produtividade no trabalho em casa, sendo um ambiente fornecedor de novas ideias e motivador para garantir bons resultados.

Além da maior aproximação da família, vale destacar outras percepções positivas relacionadas a essa modalidade como economia de tempo que era gasto com o trânsito, o conforto de trabalhar em casa, além da redução de gastos com alimentação e deslocamento.

O que fica de lição com essa experiência?

Independentemente da continuidade ou não do home office, é fato que o cenário atual acelerou todas as ações voltadas para o digital das empresas. Buscar se desenvolver considerando esta realidade pode ser uma grande estratégia neste momento. Como você está se desenvolvendo para atender ao cenário digital daqui para frente?

Além disso, é possível perceber também o poder das relações para o enfrentamento das dificuldades impostas pelo momento. No cenário organizacional, a comunicação deve ser ressaltada e ampliada entre líderes e equipes, entre pares e em todo o nível organizacional para que possa ser o meio para tentar resgatar o vínculo “perdido” com o isolamento social e o home office.

Para líderes: investir em momentos de acompanhamento, avaliação e comunicação constantes com a equipe, criar canais que possibilitem a integração e conexão dela com os pares, além de desafiá-la a resolver problemas podem ser o caminho para motivá-la diante desses desafios. Se você é líder e sua equipe ainda está em home office, confira as nossas dicas para potencializar o seu processo de avaliação!

Flexibilidade parece ser a palavra-chave neste contexto para todos:

  • Profissionais que se viram mais longe uns dos outros e de seus líderes; 
  • Líderes com a necessidade de novas reformulações de orientações, acompanhamento e avaliações da equipe considerando ainda a saúde emocional da mesma nesse processo; 
  • Organizações repensando desde pautas mais básicas como os protocolos de higienização e infraestrutura até remanejamento do planejamento estratégico para atender de forma mais ágil e assertiva o cliente sem desconsiderar as análises sobre pessoas, produtos e processos...

Fica evidente que o trabalho remoto requer comportamentos como responsabilidade, reflexão pessoal, melhoria contínua, esforço, dedicação e principalmente flexibilidade. Flexibilidade essa que servirá de experiência e aprendizado seja para continuar nesse formato, seja na modalidade presencial. 

O que podemos destacar como lição para os profissionais com o home office é a possibilidade de um olhar mais crítico para o equilíbrio entre rotina pessoal e profissional com a vivência dos benefícios e desafios dessa prática. Não podemos deixar de evidenciar o processo de desenvolvimento o qual todos foram convidados neste momento tão único do mercado, do mundo e da história da sociedade. 

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O posicionamento estratégico do RH

Publicado em 21/02/2020

A área de Recursos Humanos (RH) se posiciona estrategicamente em todos os movimentos que realiza, uma vez que impacta mutuamente tanto o funcionário quanto o próprio negócio – ampliando as possibilidades de crescimento de ambos.

O seu papel não é apenas preencher vagas segundo demandas da empresa, vai muito além da contratação e demissão. As atribuições, na prática, percorrem desde o planejamento estratégico, a escolha dos melhores profissionais para os cargos até a consolidação das suas potencialidades e intervenção nos pontos de melhoria. A ausência desses movimentos táticos pode provocar a desestruturação da empresa nas suas principais bases: relacionamento interpessoal e visão estratégica.

Ter a perspectiva do RH sobre as dinâmicas relacionais da empresa é a base da mediação de conflitos e fortalecimento de laços profissionais, uma vez que a própria origem do RH remete ao zelo por melhores relações profissionais. Da mesma forma, mantendo estratégico o alinhamento entre essas políticas de gestão de pessoas com os objetivos da organização, o foco permanece na sustentação e crescimento do negócio.

Se, há pouco tempo atrás, o profissional da área era predominantemente operacional, a sua centralidade atual se encontra no aspecto consultivo – o que condiz com as exigências de um mercado em constante mudança. Em contextos nos quais as transformações se tornaram regra, tarefas como o redesenho de processos e implementação de sistemas se tornaram coadjuvantes. Investir no impacto do RH em aspectos culturais da empresa é o ponto-chave neste cenário, o que significa capacitar as pessoas a movimentarem o seu potencial na melhor direção possível. O RH, nesse posicionamento estratégico que possui, fornecerá o prognóstico de qual direção é essa.

 

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Todos possuímos metas, pois naturalmente desejamos mudanças que promovam maior bem-estar.  No entanto, não é natural ao ser humano a busca pela mudança que nos gere um prazer apenas a médio ou longo prazo. Economizamos uma preciosa energia mantendo-nos confortáveis com o que já promove a sensação de equilíbrio.

Caso o hábito de não me exercitar seja mais benéfico a curto prazo – permitindo-me “curtir preguiça” -, é muito mais difícil deixar esse benefício imediato por uma promessa distante e abstrata de uma saúde melhor. Se não temos contato direto com algo por um dos cinco sentidos, a sua existência se torna abstrata e, portanto, a conexão será somente por meio de uma crença. Essa crença, por sua vez, apenas se mantém viva por meio do significado que o abstrato representa para um propósito maior.

No trabalho, muitas vezes desejamos ver o impacto do que entregamos em um aspecto maior, enxergando a causa e efeito de nossas ações. Em todas as áreas da vida, essa tendência é replicada. O propósito funciona como o motor emocional que movimenta o corpo para ações necessárias ao alcance de uma meta. Sem ele, não há essência no agir – tornando-se automático.

A busca pelo abstrato ganha significado apenas no momento em que se une a um propósito. Para ser de fato realizável, o seu alcance precisa ser parte natural da nossa rotina. Para isso, três atitudes podem auxiliar:

1ª Ação – Iniciar de fora para dentro

A transformação do seu ambiente em um local que facilite a concretização da meta é o passo que te ajudará a não cair na tentação de trocar o abstrato pelo imediato. Se tenho dificuldade em separar um tempo para aprimoramento da minha função, seria mais benéfico ao meu propósito marcar na agenda 15 minutos do meu tempo dedicado ao estudo ou aguardar que esse tempo surja no momento propício – correndo o risco de nunca surgir? O estímulo à praticidade abre portas à realização.

2ª Ação – Atuar com as possibilidades do “aqui e agora”

Ao invés de esperar pelo que você poderá realizar futuramente quando “estiver preparado”, caminhe na direção desejada com base no que pode ser feito nesse exato momento. As ações que promovem direcionamento não precisam ser ousadas, apenas realistas e concretas o suficiente para serem feitas ainda hoje, te deixando consistentemente mais próximo do que deseja.

3ª Ação – Motivar-se igualmente no “aqui e agora”

Encontrar uma motivação instantânea na realização desses passos menores pode ser uma garantia de que o alcance não-imediato da sua meta não será um empecilho a longo prazo. Para que as ações se transformem em rotina, é necessário que você enxergue um benefício a curto prazo das mesmas. Em outras palavras, é necessário que sinta alguma forma de prazer como resultado direto da ação. Caso contrário, apenas sobrará a sensação recorrente de que o comportamento não gera algo recompensador e, como consequência, ele será deixado de lado.

Transformar propósito em atitudes que estão harmonizadas com o momento agora significa respeitar a característica processual inata ao alcance de metas. Portanto, ressignificar a ponte entre o querer (meta) e o ter (atitudes) implica vivenciar na própria rotina a grandiosidade dos seus desejos por meio de pequenas ações contínuas. E não existe momento mais propício para isso do que agora.

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Identificar pontos de melhoria, planejar metas com clareza e encontrar o melhor caminho para o crescimento são passos imprescindíveis na busca por desenvolvimento profissional, porém muitas vezes essa busca acaba se tornando uma verdadeira batalha e as pessoas se perdem ao tentar serem protagonistas da própria carreira. O Coaching e o Mentoring são metodologias que podem auxiliar nessa jornada.

Afinal, o Coaching e o Mentoring têm um objetivo em comum: desenvolver as pessoas para que atinjam as suas metas e alcancem o seu propósito. No entanto, cada um deles tem a sua abordagem e maneiras diferentes de chegar a esse resultado. Conhecer essas diferenças te ajudará a entender qual das duas metodologias é preferível para você no momento atual da sua carreira.

O que é Coaching e Mentoring?

O Coaching é um trabalho dirigido de orientação e acompanhamento de profissionais no desenvolvimento pessoal e profissional. Leva o coachee ao autoconhecimento, identificando objetivos e planejando-os para assim desenvolver as competências e habilidades necessárias para alcançá-los. Com foco e empenho, gera ações mais efetivas e de alto impacto, potencializando a trajetória de carreira e vida do coachee.

Já o Mentoring é um tipo de tutoria, na qual um profissional experiente e grande conhecedor de sua área orienta e aconselha profissionais com menos experiência. O Mentor utiliza de seu conhecimento para guiar o mentorado pelos melhores caminhos, orientando e apoiando o profissional para o crescimento pessoal e o progresso na carreira. O Mentoring tem como objetivo garantir a aprendizagem dos papéis que o indivíduo assume profissionalmente; prepará-lo para o progresso dentro ou fora da organização e aperfeiçoar o senso de competência, clareza de identidade e efetividade no desempenho do papel profissional.

Diferenças entre as duas metodologias

O Coaching é uma metodologia mais ampla que também mergulha nas características pessoais do cliente, observando alguns pontos de sua vida e personalidade. O Coach não precisa ter experiência na área profissional de seu coachee, pois nessa metodologia pressupõe-se que o coachee necessita de um profissional especializado para guiá-lo em uma jornada de autoconhecimento, na qual ele mesmo encontre as respostas e perceba seus pontos de melhoria e suas capacidades.

O Mentoring não limita o tempo em que todo o processo será realizado. No Coaching a quantidade de sessões e o tempo de todo o processo são estabelecidos a partir do objetivo específico.

As duas metodologias têm maneiras diversas de serem estruturadas. O Coaching da A3 Consultoria se inicia com o Assessment (uma avaliação minuciosa de competências) que finaliza com um plano de desenvolvimento do indivíduo, plano esse que poderá ser trabalhado nas sessões de Coaching.  Após o Assessment, as etapas se estruturam na definição do foco, alternativas para aprofundar as ações, planejamento de ações, possíveis barreiras e o entendimento do que foi construído a partir das ações e acompanhamento. O Mentoring da A3 Consultoria pode ser organizado em uma etapa de iniciação com definição de foco, cultivo das situações vividas, desvinculação do mentorado e o mentor, finalizando com uma redefinição da relação. Tem o papel de provocar no mentorado a possibilidade de um olhar diferente sobre os desafios; colocá-lo em contato com seu potencial; conduzi-lo à reflexão e ajudá-lo a tomar decisões acerca de metas e trajetórias de carreira; além de orientar, sugerir e reverter situações.

Cada uma delas tem suas qualidades e diferenciais. Se você busca um processo a partir da orientação de um profissional especialista na sua área específica ou com vasta experiência na habilidade que você deseja desenvolver, que seja mais aberto quanto ao tempo de duração, o Mentoring pode ser o ideal para você. Se o que você precisa é de uma metodologia para o desenvolvimento de competências e habilidades a fim de alcançar um objetivo específico, então, o Coaching pode ser o caminho. Cada profissional pode escolher uma metodologia ou outra a partir do seu objetivo específico, por isso, conhecê-las é o primeiro passo.

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Ao contrário do que muitos acreditam, assumir riscos é um desafio que vai além dos cargos de liderança. A resolução de problemas é parte crucial do dia a dia de qualquer profissional, por isso, tomar uma decisão efetiva na prática é um exemplo de como todos os níveis hierárquicos precisam lidar com riscos.

Entendendo essa realidade, cabe às empresas estimularem e desenvolverem suas equipes para que realizem melhores previsões e análises em momentos de pressão e tomadas de decisões. Mas levando em conta que a maioria dessas previsões e decisões não são tomadas puramente pautadas em dados, como o profissional pode melhorar esse processo e administrar os riscos da melhor forma? Selecionamos três dicas que podem ajudar.

1ª Dica -  Reflita e discuta o risco em conjunto

Escolher um caminho a ser seguido geralmente é o resultado de uma previsão de orçamento, projeção de vendas ou até mesmo do desempenho de algum colaborador. Quando essa análise cabe somente a um funcionário, ela pode ser enviesada por suas crenças, pela maneira como deseja ser visto ou por sua relação com o seu líder, por exemplo. Isso pode ser um problema porque temos a análise apenas de uma pessoa, baseada na sua realidade mais próxima, não considerando o impacto da decisão a partir de uma visão sistêmica e integrada do processo.

Para evitar essa situação, além de compor equipes multidisciplinares incluindo vários níveis hierárquicos, as empresas devem também encorajar seus colaboradores a contribuírem com a discussão e a trazerem seus pontos de vista, mesmo que contrários ao que todos pensam. Mellody Hobson da Ariel Investimentos, entrevistada no artigo "Como o líder pode ajudar os funcionários a combater o status quo no dia a dia" publicado pela Harvard Business Review, cita a importância de as empresas incentivarem seus colaboradores a serem questionadores e fiéis às suas opiniões.

Lidar com riscos e solucionar problemas requerem um olhar questionador e confiança para sugerir caminhos improváveis. E, para isso, Hobson diz que normalmente suas equipes contam com um responsável pelas ações de um cliente e uma pessoa para contra-argumentar tudo o que é sugerido. É uma maneira de evitar que os funcionários aceitem com facilidade o pensamento coletivo e garantir que a equipe veja os desafios por vários ângulos.

2ª Dica - Descreva o problema para compreendê-lo melhor

Como já entendemos que o primeiro passo pode ser feito unindo pessoas de vários níveis e realidades para abordarem um problema, o próximo passo é que cada um descreva a sua visão da situação. Quando se trata de observar um desafio por vários ângulos, uma das técnicas que podem ser utilizadas é colocar em pauta várias opiniões. 

Uma vez que todos tenham contribuído, cada uma das perspectivas poderá ser exposta para o grupo e discutida sem identificar a fonte. Esse exercício permite extrair uma variedade de percepções e sentimentos ignorados inicialmente, além de combater o consenso fácil que o pensamento coletivo tende a incentivar.

Ações como essa geram o sentimento de inclusão entre os colaboradores, mostrando que eles têm abertura para expressarem suas opiniões e ideias, e estimulam a curiosidade e o senso crítico da equipe.

3ª Dica - Analise experiências positivas

Situações de risco geralmente tornam as pessoas mais resistentes às críticas e ideias muito diferentes. Uma boa maneira de tomar uma decisão mais coerente e que possa fugir das respostas fáceis do pensamento coletivo é analisar casos semelhantes que tiveram êxito em algum momento. O que foi feito e deu certo?

Voltar-se para o sucesso traz maior segurança e abertura para buscar soluções, tornando também as discussões menos agressivas. Afinal, dissecar os pormenores das falhas leva as pessoas para a defensiva e pode desencadear um conflito rapidamente.

Por fim, tomar uma decisão é assumir um risco e o melhor é estarmos preparados. Por isso, sempre inclua mais pessoas no processo de análise para entender todos os ângulos da questão, estimule e faça parte de equipes cada vez mais curiosas e questionadoras, reformule o seu problema e encontre soluções até então ocultas e em casos de não saber por onde começar, revise experiências positivas.

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Uma empresa tem à sua disposição uma série de patrimônios, sendo eles de estrutura física, tecnologia, patentes e até mesmo do próprio valor percebido da marca. No entanto, nos últimos anos o mercado voltou o seu olhar para aquele que pode ser considerado o recurso mais valioso de qualquer organização: os colaboradores e todo o seu potencial.

Para Alessandra Luzine, CEO da A3 Consultoria, nunca se discutiu tanto a subjetividade e o capital humano nas empresas como atualmente. Hoje o foco é conhecer o indivíduo: suas atitudes, comportamentos, energia, amor à tarefa, o entendimento do que deu e não deu certo. "É gerar resultados positivos por meio da contribuição das pessoas", defende a psicóloga reconhecida pela expertise em Gestão de Pessoas e Negócios.

Tendo como foco o capital humano, empresas passaram a se preocupar com a qualidade do ambiente de trabalho, valorização da individualidade e humanização dos processos. Perguntas como "O que buscam os funcionários?" ou ainda "O que faz o profissional feliz?" são alguns exemplos de como isso está sendo percebido. No artigo As três coisas que os funcionários realmente desejam: carreira, comunidade e causa publicado em 2018 na Harvard Business Review, os autores Lori Goler, Janelle Gale, Brynn Harrington e Adam Grant procuraram responder a essas dúvidas, tentando entender quais são as necessidades de seus funcionários em relação ao trabalho. Os autores identificaram três aspectos que motivam os colaboradores: a carreira, a comunidade e por fim, a causa. 

O primeiro aspecto se relaciona com o emprego, com o nível de autonomia que o profissional tem e como ele pode utilizar suas melhores características e desenvolver trabalhos em áreas de seu interesse. Já o segundo se volta para as pessoas, o quanto o profissional se sente respeitado e seu trabalho é prestigiado. O último aspecto está relacionado ao propósito, à forma como o trabalho está relacionado com a missão da empresa e o impacto do mesmo para a sociedade.

Em outras palavras, o caminho para uma empresa alcançar todo o seu potencial é conhecer a pessoa por trás do profissional. É entender as suas preferências, seus pontos de desenvolvimento e seus interesses, analisando sua jornada na empresa e direcionando seus esforços para a área a qual deseja nortear a sua carreira. É também criar um ambiente de trocas em que todos tenham uma missão em comum. Isso gera maior entusiasmo para trabalhar e desenvolvimento profissional, assim como melhores resultados para a companhia.

Para estimular tudo isso, as empresas estão compondo suas equipes de maneira cada vez mais plural, abraçando a diversidade e o leque de visões de mundo que elas trazem, assim como também procurando humanizar os processos e dar a liberdade para os colaboradores serem autênticos e inovadores.

Esses movimentos acabam refletindo as tendências para valorização do capital humano citadas na pesquisa “Tendências Globais de Capital Humano 2019” realizada pela Deloitte que entrevistou mais de 10 mil líderes de negócios e de Recursos Humanos de 119 países. A pesquisa apresentou como resultados pontos focais como o oferecimento de propósito e significado para os colaboradores, transparência, abertura, desenvolvimento e crescimento.

O capital humano é o catalisador de transformações e bons resultados de uma empresa. De nada adianta grandes patrimônios e um ótimo produto, sem uma boa equipe para apoiá-los. Os funcionários representam a marca em todos os pontos de atendimento, sendo cruciais para uma percepção positiva por parte dos clientes e parceiros. Quando os funcionários se desenvolvem, aprendem e são estimulados a inovar, a companhia se fortalece.

A percepção de funcionários como números em uma planilha está ficando para trás, dando lugar ao entendimento do seu papel estratégico e, por isso, para uma relação muito mais profunda. Muito além de um simples tópico em voga, as empresas já reconhecem que considerar o lado humano de suas equipes é essencial para o desenvolvimento do profissional, da empresa e do negócio.

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