Retomando a nossa série “Por que ser engenheiro no Brasil?”, o assunto agora é Engenharia Elétrica. A graduação, recheada de cálculos e com alto grau de dificuldade, é compensada com um vasto campo de atuação após o diploma, que não se resume à geração, transmissão, transporte e distribuição de eletricidade.

O mercado tem guardado ótimas novidades para os formados nessa habilitação graças aos grandes investimentos do governo para expandir a distribuição de energia elétrica no Brasil e, assim, manter o crescimento da economia. Mas não é só isso.

“Além de geradoras e distribuidoras de energia, podemos atuar na parte de projetos, fiscal de obras, parte eletrônica, fábricas de máquinas, dentre muitas outras”, afirma a engenheira eletricista Camila Marques Rodrigues, que estudou na Universidade Federal de Goiás (UFG).

A profissional diz, no entanto, que muitos colegas de Engenharia Elétrica não atuam na área, mas utilizam os conhecimentos adquiridos e a experiência de mercado para atingir outros mercados. “Um exemplo é o ambiente onde trabalho, que lida com a gestão de manutenção de uma grande multinacional. Todos os meus chefes são engenheiros e nenhum atua como tal”, conta.

Habilidades

Camila acredita que uma das grandes qualidades que o engenheiro eletricista deve cultivar é a gestão, que permite a mobilidade e a expansão das áreas de atuação. Outro quesito importante, segundo ela, é procurar boas experiências para currículo, ter conhecimentos de língua estrangeira e saber trabalhar em equipe.

Além de afinidade com as ciências exatas, uma necessidade geral da engenharia, os aspirantes ao curso precisam escolher ao longo da graduação o ramo específico que desejam atuar e procurar caminhos para desenvolvê-la. “É ideal saber as empresas que trabalham na área escolhida e ir atrás, mas é preciso ter experiência. Se não tiver, tente um emprego Junior ou como estagiário para aprender”, enfatiza Camila.

Outra dica que a bacharel dá é ficar atento aos programas de trainees, um investimento das grandes corporações para formar profissionais de acordo com suas necessidades e tentar amenizar o déficit de mão de obra qualificada. No geral, são abertos para recém-formados.

Onde estudar

Disciplinas básicas como matemática, informática e física iniciam a graduação, que dura cinco anos em média. O estudante também terá aulas práticas e vai realizar experimentos em laboratório, como também aprofundar conhecimentos em projetos de sistemas elétricos e digitais, materiais e eletromagnetismo.

No site do Ministério da Educação, encontre as instituições de ensino superior do Brasil que oferece o curso de Engenharia Elétrica. Conheça também os cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia de Alimentos.