A indústria alimentícia brasileira acompanhou o crescimento da economia e se desponta como uma das mais produtivas do mundo. Uma área que tem atraído não apenas investidores, mas também profissionais de vários ramos de atuação, com destaque para a Engenharia de Alimentos.

Por que ser engenheiro no Brasil?

Basicamente, o curso envolve técnicas empregadas para a fabricação, conservação, armazenamento e transporte de alimentos industrializados. O engenheiro habilitado em Alimentos pode trabalhar diretamente com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, produção, garantia e fiscalização de qualidade.

Há ainda a possibilidade de operar diretamente no marketing e comercialização. “Podemos utilizar nosso conhecimento técnico para prospecção de negócios, aberturas de mercados e desenvolvimento de produtos juntos ao próprio cliente”, afirma a engenheira Larissa Bueno da Cunha, responsável técnica de uma indústria alimentícia em Goiás.

Habilidades

Larissa conta que sempre gostou das disciplinas de exatas e biológicas e buscou aliar sua preferência à escolha profissional. “Na época do vestibular, buscava uma carreira inovadora, diferente, desafiante e também promissora. O Brasil tem um grande potencial agropecuário que ainda pode ser muito explorado na produção de alimentos”, afirma a engenheira, que se graduou na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO).

Para a engenheira, não basta para o aspirante ao curso ter afinidade com a área de exatas para alcançar sucesso e reconhecimento no mercado. “É necessário ser criativo, assertivo, manter-se atualizado da legislação pertinente à produção de alimentos, conhecer novas tecnologias e tendências do consumidor, além de saber liderar equipes e administrar as situações do dia a dia”, acredita.

Mercado de atuação

Assim com as demais áreas da engenharia, o mercado também é carente de profissionais habilitados para atuar na indústria de alimentos. A agroindústria também se desponta como um grande empregador, além da indústria de embalagens e equipamentos, que busca no mercado engenheiros de alimentos para lidar tanto com desenvolvimento e produção como na venda.

O graduado também encontra espaço para trabalhar na área de insumos para a própria indústria alimentícia, por estar capacitado para acompanhar todo o processo de fabricação, desde a escolha da matéria-prima até os ingredientes que serão utilizados nos alimentos, aromas ou aditivos.

Graças a baixa taxa de engenheiros capacitados, os salários costumam ser altos, girando inicialmente em torno de R$ 3.060, segundo dados do Crea-SP. Para quem ainda não conseguiu se colocar no mercado, Larissa dá as dicas: “procure se atualizar sempre e faça bons contatos profissionais; nunca deixe de buscar mais conhecimento e, se possível, faça uma pós-graduação, cursos de aperfeiçoamento e até um mestrado, mas antes de tudo saiba onde quer atuar e vá em frente”.

Onde estudar?

Além das disciplinas de exatas e biológicas, a graduação contempla assuntos como economia e administração, que preparam o estudante para lidar com o gerenciamento industrial. Acesse o site do Ministério da Educação para conferir quais universidades brasileiras estão credenciadas para oferecer o curso de Engenharia de Alimentos.

Conheça também o curso de Engenharia Mecânica